- Yair Lapid, líder da oposição israelita, disse à Euronews que ninguém consegue empurrar o presidente dos EUA, Donald Trump, para agir e rejeita que Israel tenha pressionado Washington para atacar o Irão.
- Lapid afirmou que Trump é alguém que não cede a pressões e elogiou a decisão de entrar na guerra, mantendo, porém, que a mudança de regime no Irão é um dos objetivos.
- O irão, através do novo líder supremo Mojtaba Khamenei, afirmou que irá vingar os mortos nos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel.
- O líder da oposição destacou que o Irão ataca civis de forma deliberada, ao contrário de Israel, que foca alvos militares na operação em curso.
- O Hezbollah, aliado do Irão, envolveu o Líbano no conflito; Beirute pediu negociações com Israel por via de intermediário americano, e Lapid disse que aceitaria diálogo se o Hezbollah for empurrado para sul do rio Litani.
O líder da oposição israelita, Yair Lapid, afirmou à Euronews que ninguém pode pressionar o presidente dos EUA, Donald Trump, a agir. Desconstruiu a ideia de que Israel determinou o ataque ao Irão, reforçando que Washington decidiu agir por conta própria.
Lapid realçou que Trump é líder da maior força militar da história e que, à exceção de Melania, não vê quem o leve a fazer algo contra a vontade dele. A entrevista ocorreu em plena ambiguidade sobre os objetivos da guerra na região.
Trump escreveu na Truth Social que os EUA destruíam o regime iraniano de forma militar e económica, num tom que Lapid considerou não surpreendente para quem já conhece as posições do Irão.
O opositor avaliou que o desfecho desejado para o conflito passa por alterações de regime no Irão. Embora não creia que ataques aéreos por si sós mudem o regime, sustenta que podem criar condições para o povo iraniano agir.
Lapid lembrou o que incitou as revoltas de janeiro passado, quando milhares foram mortos pela milícia Basij e pela Guarda Revolucionária. Sustenta que as condições para uma mudança cresceram desde então, e que o povo iraniano deve escolher o seu caminho.
No entendimento de Lapid, existem diferenças entre ataques israelitas e ações iranianas contra civis, frisando que Teerão foca civis de forma deliberada. Considerou ainda que a guerra envolve riscos humanos graves.
Recuando para o panorama regional, o Hezbollah, apoio iraniano, entrou no conflito, empurrando o Líbano para uma escalada com Israel. Beirute pediu conversações diretas com Telaviv via intermediário norte-americano.
Sobre o possível diálogo, Lapid manifestou abertura, sugerindo uma resposta de força do lado israelita para conter o Hezbollah, ao mesmo tempo que defendia negociações com o governo libanês para enfrentar o grupo.
O presidente libanês pediu cessar-fogo, enquanto o governo libanês afirmou tolerar o Hezbollah apenas como força política. O primeiro-ministro israelita, Netanyahu, sinaliza que pretende precarizar o Hezbollah no Libano, indo além da desmilitarização.
O Irão, por seu turno, destacou a sua posição de vingança pelas mortes decorrentes de ataques aéreos, sinalizando uma retaliação que pode afetar civis de várias nacionalidades. O debate continua centrado em quem decide e como.
Entretanto, o embaixador iraniano à ONU afirmou que EUA e Israel atacam infraestruturas civis no Irão, numa reação às hostilidades que se estendem pela região. As consequências humanitárias já suscitam preocupações entre países vizinhos e comunidades internacionais.
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