- A execução de Erfan Soltani, 26 anos, marcada para hoje, foi adiada, segundo a organização de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, que citou a família.
- A ONG alertou que continuam a existir preocupações sérias e persistentes sobre o direito à vida do condenado.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter sido informado por fontes fidedignas de que não havia planos para execuções, sem apresentar mais detalhes.
- O chefe do poder judiciário iraniano sugeriu julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos, enquanto o governo defende tratamento rápido dos casos.
- A Iran Human Rights afirma já ter verificado 3.428 mortes nos protestos desde 28 de dezembro, sublinhando que o número real pode ser superior.
A execução de Erfan Soltani, iraniano detido durante os protestos, foi adiada, segundo a organização de direitos humanos Hengaw. A notícia aponta que a família do jovem pediu a reavaliação do veredito, mantendo o risco para a vida do condenado.
Hengaw, com sede na Noruega, afirmou que o adiamento não elimina as preocupações sobre o direito à vida de Soltani. A organização destacou que as incertezas permanecem presentes no processo.
Trump tinha referido a inexistência de planos para execuções, sem detalhar informações adicionais. A administração norte-americana não confirmou nem negou a veracidade dessas afirmações.
Desdobramentos
O chefe do poder judicial iraniano sugeriu julgamentos rápidos e a possível aplicação de penas de morte para manifestantes detidos. A declaração ocorreu num vídeo divulgado pela televisão estatal.
Um diplomata árabe apontado pela AP indicou que governos do Médio Oriente desincentivaram uma intervenção militar contra o Irão, por receio de consequências regionais graves.
Contexto e balanço
O Irão vive uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, motivada pelo colapso do rial e pela inflação. Depois, a onda atingiu mais de 100 cidades do país.
Relatos indicam que a população vive sob intimidação, com agentes à paisana nas ruas. Enquanto isso, forças de segurança e a Basij teriam regressado aos quartéis, segundo a AP.
A Iran Human Rights (IHRNGO) contabilizou 3.428 mortes verificadas até hoje nos protestos. O grupo alerta que o número real poderá ser superior devido às dificuldades de verificação.
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