- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar aberto a um encontro com Delcy Rodríguez, líder interina da Venezuela, dizendo que Washington trabalhava “muito bem” com Caracas.
- Rodríguez assumiu a presidência interina com apoio das Forças Armadas, após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, e anunciou um “processo exploratório de caráter diplomático” com os EUA.
- Nos EUA, em 03 de janeiro foi lançado um ataque contra a Venezuela para capturar Maduro; ambos foram levados para Nova Iorque para responder a acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais.
- Caracas informou que um petroleiro que saiu da Venezuela sem autorização retornou às águas venezuelanas, numa operação conjunta com os EUA, envolvendo o navio Olina (anteriormente chamado de Minerva M).
- Trump afirmou que o Olina foi interceptado nas Caraíbas, em coordenação com autoridades interinas da Venezuela, com fuzileiros navais a bordo do porta-aviões USS Gerald R. Ford, e que o petróleo seria vendido através do “GREAT Energy Deal”.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse estar aberto a um encontro com Delcy Rodríguez, chefe interina da Venezuela, que assumiu o poder após a detenção de Nicolás Maduro. A afirmação ocorreu a bordo do avião presidencial, num momento em que Washington afirma colaborar com Caracas.
Trump indicou que poderá haver uma reunião no futuro, durante pergunta feita a jornalistas, acrescentando que os EUA trabalham de forma intensa com a Venezuela. A informação surge numa altura de tensão entre os dois países.
Delcy Rodríguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina com o apoio das Forças Armadas. Em comunicado, a liderança interina descreveu um processo exploratório de caráter diplomático com os EUA para restabelecer as missões diplomáticas.
Relacionamento diplomático e operações
Caracas anunciou também que um petroleiro venezolano, que partiu sem pagamento ou autorização, voltou às águas nacionais numa operação conjunta com os Estados Unidos. O objetivo é reintegrar o navio Minerva aos portos venezuelanos.
A comunicação conjunta do Ministério de Hidrocarbonetos e da PDVSA descreveu a operação como bem-sucedida, destacando que o navio está agora a navegar de volta para águas venezuelanas para proteção e ações pertinentes.
Interceptação de navios e contexto
Trump afirmou que as forças norte-americanas intercetaram o petroleiro Olina, anteriormente designado Minerva M, nas águas das Caraíbas, em coordenação com as autoridades interinas da Venezuela. O navio teria partido do país sem autorização formal.
O presidente norte-americano informou ainda que o petróleo do Olina seria vendido através de um acordo energético denominado GREAT Energy Deal, criado para esse tipo de transações. A rede social Truth Social foi o canal de divulgação.
Forças em ação e justificativas
A ação envolveu o Departamento de Defesa e o Departamento de Segurança Interna, com a participação de fuzileiros navais que partiram em helicópteros do porta-aviões USS Gerald R. Ford. O comando sul dos EUA descreveu a operação como uma mensagem de que não há refúgio para criminosos.
Segundo o New York Times, o Olina está sancionado pelos EUA por alegadamente financiar a guerra da Rússia na Ucrânia, ao transportar exportações energéticas russas para mercados internacionais.
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