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Governo sírio afasta curdos de bairro palco de combates

Após tomar Sheikh Maqsoud, Damasco transfere combatentes entrincheirados para o nordeste para restabelecer a ordem e proteger civis

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  • O governo sírio anunciou a transferência de combatentes entrincheirados no bairro curdo de Sheikh Maqsoud, em Alepo, para a zona nordeste curda, após ter assumido o controlo do bairro.
  • A operação, descrita como limitada, visa restaurar a ordem pública e proteger civis, garantindo que não há mudança demográfica.
  • Os combates envolvem forças governamentais e as milícias curdo-árabes das Forças Democráticas da Síria e da Asayish, com acusações mútuas sobre violações de acordos de segurança de 2015.
  • O acordo de 10 de março entre Damasco e os curdos pretendia uma solução para as zonas autónomas no nordeste, mas o processo continua sem progresso.
  • As Forças Democráticas da Síria dizem que o cessar-fogo anunciado pelo Exército sírio é enganoso e denunciam ataques a um hospital, com alegações de violência contra combatentes.

As autoridades sírias anunciam a transferência de combatentes entrincheirados no bairro de Sheikh Maqsoud, em Alepo, para a zona autónoma curda mais a leste, depois de alegadamente terem ganho o controlo do bairro. A imprensa estatal indica que os combatentes estavam a ser transferidos de autocarro para o nordeste.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria descreve a operação como limitada e com objetivos restritos, sustentando que visa restabelecer a ordem pública e proteger civis. O texto acrescenta que a ação ocorre em defesa da transparência, do Estado de Direito e da não discriminação.

A operação segue ao recente controlo do bairro por parte das forças governamentais, após combates entre forças do Governo e milícias curdas ligadas às FDS e à força curda Asayish. Mazlum Abdi, líder das FDS, reuniu-se com autoridades em Damasco para discutir a integração no exército sírio, acordo alcançado em 2015 mas ainda não implementado.

Contexto do acordo e desdobramentos

O governo afirma que o objetivo é manter as áreas sob controlo estatal, sem mudança demográfica ou ataque a comunidades por motivos étnicos ou religiosos. Vai usar corredores humanitários e inspeções para remover vestígios explosivos, preparando o retorno da normalidade.

As FDS, por sua vez, sustentam que o confronto continua em Sheikh Maqsud e que o anúncio de cessar-fogo foi um engano. A organização acusa o Exército sírio de ações contra um hospital local, descrevendo o incidente como violento e fora das normas da guerra.

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