- O opositor Edmundo González Urrutia, exilado em Espanha, disse estar “profundamente feliz” com a libertação de vários prisioneiros políticos na Venezuela, incluindo Enrique Márquez, anunciada pelo presidente do parlamento Jorge Rodríguez.
- González afirmou ter genro detido na Venezuela desde 7 de janeiro de 2025 e comentou rumores sobre as identidades dos libertados, pedindo serenidade para as famílias.
- Em 3 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque em grande escala contra a Venezuela para capturar Nicolás Maduro e Cilia Flores; Maduro e Flores foram ao tribunal federal em Nova Iorque a 5 de janeiro, declarando-se inocentes; a próxima audiência ficou marcada para 17 de março.
- Por decisão do Supremo Tribunal, a vice-presidente Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina do país, com o apoio das Forças Armadas.
- A comunidade internacional manteve-se dividida: a União Europeia defendeu que a transição política inclua a oposição, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para implicações da ação militar norte‑americana na região e para a instabilidade na Venezuela.
O opositor venezuelano Edmundo González Urrutia, exilado em Espanha, declarou-se profundamente feliz com a libertação de vários prisioneiros políticos na Venezuela, na quinta-feira, entre os quais o ex-candidato presidencial Enrique Márquez. A informação foi partilhada por González na rede social X.
O anúncio, feito pelo presidente do parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, indicou que um número significativo de presos políticos seria libertado. González reiterou a sua identificação com quem aguarda notícias positivas, destacando as famílias que esperam um telefonema.
González, que reside em Espanha desde setembro de 2024, divulgou ainda uma gravação na X com uma fotografia do genro, Rafael Tudares, detido a 7 de janeiro de 2025, três dias antes da tomada de posse de Nicolás Maduro para um terceiro mandato. O opositor pediu serenidade frente a rumores sobre identidades dos libertados.
Este momento ocorre num contexto de tensões entre o regime venezuelano e a oposição, com eco internacional. Os Estados Unidos anunciaram, a 3 de janeiro, uma ofensiva dirigida ao líder Nicolás Maduro, e o caso permanece envolto em controvérsia política e jurídica.
Reação internacional
A comunidade internacional dividiu-se entre condenações à intervenção e saudações pela possível libertação de opositores. A União Europeia defende a inclusão de líderes da oposição no processo político, enquanto a ONU alerta para potenciais implicações regionais.
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