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Morreu na prisão o maior traidor da história da CIA

Aldrich Ames, considerado o maior traidor da CIA, morre na prisão; a sua traição expôs dezenas de agentes e rendeu milhões de dólares aos russos

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  • Morreu na prisão federal de Cumberland, no estado da Maryland, Aldrich Ames, de 84 anos, considerado o maior traidor da história da CIA.
  • Entre 1985 e 1994, Ames teve acesso à identidade de todos os agentes soviéticos recrutados pela CIA e de americanos envolvidos em operações secretas, entregando-os ao KGB.
  • A violação terá contribuído para a morte de pelo menos uma dezena de agentes, segundo o Washington Post, recebendo mais de um milhão de dólares em dinheiro vivo, com promessa de mais um milhão e de uma propriedade na Rússia.
  • O ex-agente foi confrontado com as razões para a traição por problemas financeiros e foi detido em fevereiro de 1994, aos 52 anos; o pai dele, Carleton Ames, também chegou a trabalhar de forma clandestina para a CIA.
  • Em 1994 recebeu pena de prisão perpeta sem possibilidade de liberdade condicional; a mulher, Rosario Casas, foi condenada a cinco anos e três meses, libertando-se ao fim de quatro anos.

Aldrich Ames morreu esta segunda-feira na prisão federal de Cumberland, no estado americano de Maryland. O ex-agente da CIA, considerado o maior traidor da história da agência, tinha 84 anos. A causa da morte não foi divulgada pelas autoridades.

Ames terá feito revelações a propósito de dezenas de agentes soviéticos recrutados pela CIA entre 1985 e 1994. Foram partilhadas identidades e detalhes de operações secretas, em troca de dinheiro, segundo informações oficiais.

A própria fuga de informações ocorreu, segundo relatos, numa fase em que o mundo assistia ao colapso da União Soviética e já depois de se ter iniciado a investigação que levou à detenção em fevereiro de 1994, aos 52 anos.

A prisão e o subsequente processo vieram a lume com base em acusações de traição e violação de segredos de estado. Ames foi considerado culpado e condenado a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

A carreira de Ames na CIA começou muito jovem, com trabalhos de classificação de documenten, e prolongou-se por décadas, alimentada por dificuldades financeiras e desilusão com o serviço de informações dos EUA.

O pai de Ames, Carleton Ames, também teve ligação clandestina com a CIA, o que acabou por moldar o percurso familiar no mundo da espionagem. A família foi alvo de enorme atenção mediática na altura.

Rosario Casas, então cúmplice, foi condenada a cinco anos e três meses. Foi libertada ao fim de quatro anos, enquanto Ames permaneceu sujeito a uma pena de prisão perpétua.

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