- O Ministério da Segurança do Estado da China alertou para riscos de segurança associados ao uso do agente de IA de código aberto OpenClaw.
- O sistema, conhecido como “xiaolongxia” (lagosta), ganhou popularidade entre programadores e utilizadores chineses.
- O aviso indica que permissões elevadas para permitir que o sistema execute tarefas podem facilitar controlo remoto ou acesso a dados sensíveis.
- Pode haver fugas de informação ou geração de desinformação se comprometido, e alguns complementos podem esconder código malicioso.
- O guia aconselha limitar permissões, verificar origem de extensões, registar atividades e operar em ambientes isolados; existem mais de 200.000 instâncias ativas na internet, com cerca de 23.000 na China; reguladores e entidades estatais recomendam não instalar em dispositivos de trabalho.
O ministério chinês da Segurança do Estado alertou para riscos de segurança associados ao uso do agente de IA OpenClaw, de código aberto. O aviso foi divulgado numa publicação na conta oficial da WeChat, esta terça-feira.
Chamado popularmente de xiaolongxia, o sistema ganhou adesão entre programadores chineses que partilham guias de instalação e tutoriais para automatizar tarefas em computadores e servidores.
O organismo sublinha que, para que o sistema conclua tarefas, os utilizadores costumam conceder permissões elevadas. Isso pode permitir controlo remoto ou acesso a informação sensível, aumentando o risco de ciberataques.
Além disso, o ministério alerta que extensões podem conter falhas ou introduzir código malicioso para contornar controles de segurança, com potencial de fuga de dados ou de disseminar desinformação nas redes.
Os reguladores indicam práticas de mitigação, como limitar permissões, verificar a origem dos componentes, registar a atividade e operar em ambientes isolados, como máquinas virtuais ou sandboxes.
OpenClaw permite executar tarefas diretamente num sistema, gerir ficheiros, redigir emails e navegar na web a partir de instruções, representando evolução face aos modelos puramente conversacionais.
Criado pelo programador austríaco Peter Steinberger, o OpenClaw expandiu-se rapidamente nas comunidades tecnológicas da China, com utilizadores a partilhar instruções para a sua implementação em dispositivos locais.
Entretanto, entidades chinesas de cibersegurança apontam para o crescimento acelerado do sistema, com mais de 200 mil instâncias ativas na internet, cerca de 23 mil na China.
Reguladores e órgãos estatais reiteraram os riscos, com várias agências a aconselhar funcionários a não instalar o OpenClaw em equipamentos de trabalho.
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