- O acesso às praias da Serra da Arrábida pode ficar comprometido neste verão devido a danos na Estrada Nacional 10-4 causados pelas tempestades de fevereiro.
- Parte da via está oca por baixo, o que dificulta a resolução rápida dos estragos; a intervenção pode levar entre quatro a cinco meses.
- Há temor de condicionamento do trânsito durante toda a época balnear, caso não haja obras rápidas.
- O acesso ao Hospital do Outão, situado antes da Praia da Figueirinha, fica igualmente em risco, com desvio para a Estrada Nacional 10 via Aldeia Grande e Secil.
- A autarca explicou que os danos no concelho rondam os cinquenta milhões de euros e que o governo va distribuir fundos do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) através da CCDR para resolver os problemas provocados pelas intempéries.
O acesso às praias da Serra da Arrábida pode ficar condicionado neste verão devido a danos na estrada provocados pelas tempestades de fevereiro. Buracos na via e uma parte que cedeu por baixo foram identificados após avaliação inicial, o que complica a resolução rápida dos problemas.
A presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, explicou que a intervenção, que inicialmente poderia durar um a dois meses, pode estender-se para quatro a cinco meses. Não se afastou ainda a possibilidade de o condicionamento se manter durante a época balnear.
Durante a semana passada, foi realizado um estudo técnico no local para avaliar obras, tendo-se verificado fragilidades na Estrada Nacional 10-4 que dificultam a resolução das questões estruturais.
Impacto no acesso a serviços e vias de comunicação
A autarca destacou a preocupação com o acesso à praia, mas sublinhou ainda a importância de manter o acesso ao Hospital do Outão, situado antes da Praia da Figueirinha, no trajeto Setúbal-Arrábida. O acesso ao hospital encontra-se temporariamente desviado pela Estrada Nacional 10, via Aldeia Grande e Secil.
Maria das Dores Meira informou que as tempestades provocaram danos no concelho de Setúbal, estimados em cerca de 50 milhões de euros. O levantamento já foi concluído e foi comunicado à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), que deverá gerir a distribuição dos fundos pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Além das questões na Arrábida, a autarca mencionou problemas em outras infraestruturas do concelho, incluindo quatro escolas e estradas locais, com uma estrada na Arrábida destacada entre as mais preocupantes.
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