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Panamá e EUA promovem projetos energéticos

Panamá e Estados Unidos divulgam avanços em interconexão eléctrica e gasoduto pelo Canal, visando posicionar o país como centro energético e hub logístico global

Presidente do Panamá, José Raúl Mulino
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  • O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, reuniu-se em Miami com responsáveis norte-americanos para promover projetos energéticos que posicionem o Panamá como centro energético na região e plataforma logística global.
  • As reuniões, no âmbito de uma cimeira de líderes latino-americanos, ocorreram com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e o secretário de Energia, Chris Wright.
  • Foram apresentados avanços do projeto de interconexão elétrica com a Colômbia, avaliado em 800 milhões de dólares, e do gasoduto atravessando o Canal do Panamá.
  • O objetivo é colocar o Panamá no mapa energético e avançar na descarbonização e na transição energética entre os dois países, com aspeto ambiental e participação cidadã.
  • Mulino destacou a redefinição da estratégia marítima do país, incluindo planos para dois megaportes nas entradas do canal e o centro multimodal de Puerto Armuelles, na costa Pacífica, junto à fronteira com a Costa Rica.

O Panamá avançou na promoção de projetos energéticos junto dos Estados Unidos, visando consolidar-se como centro energético da América Latina e fortalecer a plataforma logística global. A iniciativa foi anunciada na sequência de encontros ocorridos em Miami.

O encontro ocorreu durante a cimeira de líderes latino-americanos convocada pelo Presidente americano, em hotéis ao sul de Miami. Mulino reuniu-se com responsáveis dos ministérios do Comércio e da Energia dos EUA para tratar dos projetos em curso.

O chefe de Estado panamiano participou em duas reuniões bilaterais com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o secretário de Energia, Chris Wright. A agenda centrou-se em estratégias energéticas e logísticas para a região.

Projetos em foco

Foi apresentado o avanço do projeto de interconexão eléctrica com a Colômbia, e o gasoduto através do Canal do Panamá. As obras são descritas como essenciais para colocar o Panamá no mapa energético mundial.

O projeto de interconexão, de 800 milhões de dólares, envolve uma linha de cerca de 500 quilómetros e 400 megawatts. Conhecido desde 2009, ainda não foi concretizado, e visa descarbonização e transição energética entre os países.

Perspetivas estratégicas e logística

Mulino afirmou que o Panamá redefiniu a estratégia marítima para manter a liderança como centro logístico e de marinha mercante. O plano inclui dois megaportes nas entradas do canal interoceânico e o centro multimodal de Puerto Armuelles, na Costa Pacífica, junto à fronteira com a Costa Rica.

A reunião de alto nível contou com a participação de chefes de Estado e de Governo da região, nomeadamente os presidentes da Argentina, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, além da primeira-ministra de Trinidad e Tobago. O Chile participou com o presidente eleito José Antonio Kast.

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