- O lucro da Volkswagen caiu para 6,9 mil milhões de euros em 2025, o valor mais baixo desde 2016, devido às tarifas americanas e custos de reestruturação.
- A faturação manteve-se estável em 321.913 milhões de euros, e as vendas chegaram a 9.022 milhões de veículos.
- O lucro operacional caiu 53,5%, para 8.868 milhões de euros, refletindo custos com tarifas e mudanças de estratégia da Porsche.
- As marcas Seat e Cupra tiveram lucro operacional de 1 milhão de euros em 2025, com quebra de 99,8% face a 2024, face às tarifas sobre o Cupra Tavascan e aos custos de produção.
- A Volkswagen anunciou a criação de 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030 e propõe dividendos de 5,26 euros (ações preferenciais) e 5,20 euros (ações ordinárias), 17% abaixo de 2024.
A Volkswagen viu o lucro cair para 6,9 mil milhões de euros em 2025, o nível mais baixo desde 2016. A razão apresentada pela empresa são tarifas nos EUA e custos imprevistos de reestruturação. O anúncio foi feito pela matriz alemã nesta terça-feira, com foco na performance do grupo e nos planos de cortes.
A Comissão Executiva confirmou ainda um programa de redução de 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030, como parte da reestruturação. O objetivo é adaptar a força de trabalho à nova estratégia de produto e às condições de mercado.
Resultados e perspetivas
A faturação de 2025 ficou estável, em 321,913 milhões de euros (-0,8%), com vendas de 9,022 milhões de veículos (-0,2%). O lucro operacional desapontou, recuando 53,5% para 8,868 milhões de euros, com margem de 2,8% (versus 5,9% no ano anterior).
As marcas Seat e Cupra registaram queda no lucro operacional para 1,0 milhão de euros, frente a 633 milhões em 2024, numa quebra de 99,8%. A empresa atribui o resultado aos impostos sobre o Cupra Tavascan, produzido na China, bem como ao aumento dos custos de produção, apesar do crescimento da receita.
Desempenho por marcas e guião estratégico
Ainda assim, a Seat e a Cupra registaram receita de 15,272 milhões de euros, subindo 5,1% face a 2024, num contexto de mercado desafiador. O presidente executivo Oliver Blume afirmou que o “novo começo” do grupo já está em curso, mantendo a empresa no rumo planeado.
O diretor financeiro Arno Antlitz comentou que 2025 foi marcado por tensões geopolíticas, disputas comerciais e intensa pressão competitiva. A administração propõe um dividendo de 5,26 euros por ação preferencial e 5,20 euros por ação ordinária, 17% abaixo do montante de 2024.
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