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Comissão para avaliar fogos de 2025 completa seis meses desde aprovação na AR

Comissão independente para avaliar fogos de 2025 completa-se com 12 peritos; começa a funcionar sem data definida e terá duração de 60 dias

Passadiços do Paiva destruídos por incêndio
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  • A comissão técnica independente para avaliar fogos de 2025 está completa, com 12 especialistas escolhidos.
  • Os nomes foram propostos pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) e enviados à comissão parlamentar.
  • A tomada de posse já ocorreu e a comissão vai funcionar por 60 dias.
  • A lei que cria a comissão foi publicada em janeiro, após aprovação em setembro, mas só agora começou a funcionar devido a atrasos na indicação de representantes, com críticas da associação ambientalista Quercus.
  • Em 2025 registaram-se 270 mil hectares ardidos, sendo Norte e Centro as zonas mais afetadas, com 8.284 incêndios registados.

A comissão técnica independente criada pelo parlamento para avaliar os incêndios florestais de 2025 está completa, com a escolha de 12 especialistas. A tomada de posse deve ocorrer em breve, para funcionar por 60 dias. O objetivo é analisar as ocorrências e medidas de prevenção, combate e proteção civil.

A lei que cria a comissão foi publicada em Janeiro, após aprovação em Setembro no Parlamento. O funcionamento depende de a Assembleia indicar os quatro membros adicionais, o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e o CCISP também indicaram nomes. O atraso levou o Presidente da República a chamar a atenção.

Os nomes já foram enviados à comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, para posse. A composição inclui 12 técnicos nacionais e internacionais, com competências em proteção civil, ciências climáticas, ordenamento florestal, comunicação e análise de risco. O presidente da comissão virá do lote de quatro peritos indicados pelos CRUP/CCISP.

Composição da comissão e funcionamento

Quatro nomes serão indicados pelo Presidente da Assembleia, e quatro por CRUP/CCISP. Os restantes four virão da associação nacional de municípios e da associação nacional de freguesias. A comissão terá mandato de 60 dias, com relatório a entregar ao Parlamento.

Contexto dos fogos de 2025

O ano de 2025 registou uma das piores épocas de incêndios dos últimos anos, com 270 mil hectares ardidos. Norte e Centro foram as regiões mais afetadas. A Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais indica que o total de ocorrências manteve-se inferior à média histórica, com 8.284 fogos.

As entidades ambientalistas já manifestaram críticas ao atraso, destacando que a comissão está há seis meses apenas no papel. A instituição pretende agora avançar com avaliações técnicas para fundamentar eventuais medidas futuras.

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