- O Ministério Público do cantão de Valais abriu investigação criminal a nove pessoas, incluindo o presidente da comuna de Crans-Montana, Nicolas Féraud, e antigos responsáveis, no caso do incêndio do bar Le Constellation que deixou 41 mortos e 115 feridos na véspera de Ano Novo.
- Os novos arguidos incluem cinco atuais e antigos funcionários do município, além dos proprietários franceses do bar, sob acusação de fogo posto por negligência, homicídio por negligência e ofensas corporais graves por negligência.
- A investigação visa esclarecer as circunstâncias do incêndio, o cumprimento das normas de segurança pelas partes envolvidas e as várias responsabilidades, incluindo falhas nas inspeções desde 2019.
- A comuna de Crans-Montana não realizou controlos de segurança e de incêndio no estabelecimento desde 2019, com avisos sobre falta de recursos; advogados das famílias das vítimas solicitam também que autoridades políticas sejam visadas pelo processo.
- Audiências estão marcadas entre sete e quinze de abril, incluindo o proprietário Jacques Moretti, para apurar as causas, já que o fogo terá sido provocado por faíscas de velas que incendiaram espuma de insonorização no teto da cave; até dois meses após a tragédia, havia ainda 58 feridos hospitalizados.
O Ministério Público do cantão suíço de Valais abriu uma investigação criminal contra cinco atuais e antigos eleitos de Crans-Montana, no âmbito do incêndio do bar Le Constellation. A tragédia ocorreu na véspera de Ano Novo, em Crans-Montana, e deixou 41 mortos e 115 feridos.
Entre os visados estão o presidente do município, Nicolas Féraud, um antigo conselheiro responsável pela segurança, o antigo chefe da proteção contra incêndios e o adjunto, bem como um membro da atual equipa de segurança pública. O proprietário do bar, Jacques Moretti, também é investigado.
Nove pessoas integram, assim, o grupo sob investigação por homicídio e ofensas associadas a negligência, incluindo os proprietários franceses do bar. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do fogo e o cumprimento das normas de segurança.
Não houve controlo de segurança nem de incêndio no estabelecimento desde 2019, segundo o MP. Diversos avisos sobre a falta de recursos para inspeções foram apresentados sem medidas dos responsáveis municipais.
Numa conferência de imprensa em 6 de janeiro, Féraud reconheceu falhas nas inspeções entre 2020 e 2025, reconhecendo a gravidade da situação. Alega-se que houve reiteradas omissões por parte da administração local.
Audiências previstas
As audições dos cinco novos arguidos e de Jacques Moretti devem ocorrer entre 7 e 15 de abril, segundo fontes ligadas ao processo. O inquérito apura ainda como as falhas administrativas contribuíram para a tragédia.
O incêndio foi causado por faíscas de velas que atingiram a espuma de insonorização no teto da cave do bar, de acordo com a investigação. Famílias das vítimas já recorreram a advogados para ampliar o âmbito do processo.
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