- O Dia Internacional da Mulher é assinalado este domingo, 8 de março, e a presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), Carla Tavares, afirma a sua importância.
- Tavares diz que, nas últimas décadas, nunca foi tão importante assinalar o dia com determinação devido à estagnação e ao retrocesso dos direitos das mulheres.
- A responsável pela CITE alerta que o problema não é apenas o retrocesso, mas também a estagnação que pode levar a novos retrocessos.
- Entre as ameaças identificadas estão o aumento da influência da extrema-direita populista que questiona o direito de voto das mulheres e ataques aos direitos laborais e sociais.
- O texto recorda que o Dia da Mulher nasceu de movimentos operários e feministas no final do século XIX, tendo sido oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975; a luta continua.
A presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), Carla Tavares, defende que o Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, 8 de março, merece uma expressão antiga de determinação. O apelo chega num momento em que os direitos das mulheres enfrentam travões, tanto no país como no exterior.
Tavares alerta para o risco da estagnação dos direitos, que, na prática, pode conduzir a retrocessos. Segundo a presidente, não basta reconhecer progressos passados: é crucial manter a luta ativa para evitar novos conflitos com a igualdade de género no trabalho, na formação e na conciliação entre vida profissional e familiar.
A diretiva da CITE salienta que a evolução não está garantida. Com a ascensão de correntes populistas que questionam o direito de voto das mulheres e ataques a direitos laborais, a organização destaca a importância de relembrar as motivações originais do 8 de Março.
Este dia teve origem em movimentos operários e feministas na Europa e nos EUA, no final do século XIX, com reconhecimento internacional consolidado em 1975, pela Organização das Nações Unidas. A data celebra lutas por salários justos e condições de trabalho dignas.
Mesmo com avanços ao longo de décadas, os direitos das mulheres não estão completamente assegurados, ressalva Carla Tavares. A atual necessidade de mobilização é apresentada como resposta a percursos que ainda exigem melhoria contínua e vigilância permanente.
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