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Marchas das mulheres pelo mundo: imagens revelam abusos, guerra e desigualdade

Marchas globais pelo Dia da Mulher denunciam violência, discriminação e lacunas legais, em meio a conflitos, e exortam direitos iguais para todas as mulheres

Madrid, Espanha. Milhares de pessoas saíram à rua neste domingo em protestos destinados a assinalar o Dia da Mulher. A ascensão da extrema direita e o clima internacional de guerra marcaram as marchas de várias cidades, de Madrid a Barcelona, relata o jornal espanhol *El País*
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  • No Dia Internacional da Mulher, marchas e protestos ocorram em várias cidades do mundo, incluindo Madrid, Kiev, Manila, Lima, Bogotá, Rabat e Istambul, entre outras.
  • O Dia, criado pela ONU em 1975, é marcado pela reivindicação de direitos iguais e enfrenta contextos de guerra e ascensão de forças populistas em várias regiões.
  • O tema global deste ano é “Direitos. Justiça. Acção. Para todas as mulheres e raparigas”.
  • Dados das Nações Unidas indicam que nenhuma nação eliminou as disparidades legais entre homens e mulheres; as mulheres têm apenas 64% dos direitos legais que os homens possuem.
  • Entre as medidas, destacam-se definiciones legais de violação baseadas no consentimento em apenas metade dos países (54%), casamento infantil permitido em 72% dos locais e falta de legislação de salário igual em 44% dos países; estima-se que, em 2024, cinqüenta mil mulheres e meninas tenham morrido por parceiros intimistas ou familiares.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, foi assinalado com marchas e protestos em várias cidades do mundo. Ao longo do domingo, mulheres e homens juntaram-se para exigir direitos, justiça e combate à violência. Em várias regiões, a ordem pública manteve-se, com detenções ocorrerem apenas em casos pontuais.

Em Kiev, na Ucrânia, a marcha decorreu mesmo em tempo de conflito, com participantes a defenderem igualdade de género. Em Madrid e outras cidades espanholas, os protestos destacaram o aumento da violência contra mulheres e a necessidade de políticas públicas mais eficazes. Em Berlim, os símbolos marcavam críticas a abusos e discriminação.

Dados das Nações Unidas indicam que nenhuma nação elimina atualmente as disparidades legais entre homens e mulheres. Em muitos países, persiste o casamento infantil e a ausência de salário igual para trabalho de igual valor. Em 2024, estima-se que 50 mil mulheres e meninas tenham morrido por violência de parceiros ou familiares.

No terreno, as manifestações cruzaram continentes. Em Manila, os participantes exigiram medidas governamentais para enfrentar violência e discriminação. Em Bogotá, mulheres acenderam fogueiras e ergueram faixas contra abusos e pela proteção de direitos.

Em Madrid, a marcha transbordou o Paseo del Prado, com figuras públicas a acompanhar o protesto. Em Bruxelas, manifestantes exigiram pensões equivalentes às dos homens, sublinhando diferenças salariais e de reforma da pensão. Em Istambul houve cartazes em curdo a rejeitar violência.

Ali perto, em Rabat, no Marrocos, e em Lima, no Peru, as concentrações refletiram temáticas locais de igualdade, acesso a oportunidades e fim de abusos. Em Dhaka e Bangalore, na Índia, as demonstrações combinaram mensagens de esperança com rituais de terapia do riso para enfrentar o medo.

O conjunto das marchas manteve o foco na proteção de direitos, acesso à educação, saúde e oportunidades laborais. O objetivo comum é ampliar a participação das mulheres na vida social, económica e política, sem retrocessos legais.

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