- No Dia Internacional da Mulher, destaca-se que os avanços em igualdade são contínuos e que existem estagnações e recuos tanto em Portugal como no plano global, nos aspetos presencial e digital.
- A presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG), Carina Quaresma, sublinha que a igualdade entre mulheres e homens é uma tarefa fundamental do Estado, exigindo atenção constante e combate a estereótipos e discriminação.
- Apesar dos progressos, as desigualdades reais persistem, com as mulheres a representar 52,2% da população e a enfrentarem barreiras em acesso a cargos de decisão, conciliando vida profissional e familiar.
- No domínio digital, a desigualdade agrava-se: apenas duas em cada dez diplomadas em Tecnologias de Informação e Comunicação são mulheres, e três em cada dez trabalhadores são mulheres, sendo necessário evitar que ferramentas digitais aumentem a diferença.
- A CIG aponta ações como reforço institucional, monitorização e promoção das raparigas nas STEM, com financiamento comunitário (Programa Pessoas 2030) e alinhamento com a Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação, procurando uma sociedade mais justa e competitiva.
No Dia Internacional da Mulher, a presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) reforça que a igualdade entre mulheres e homens continua a exigir atenção constante e um trabalho de persistência por parte do Estado. Os avanços são relevantes, mas não suficientes para eliminar desigualdades estruturais.
Carina Quaresma aponta que persistem assimetrias económicas, profissionais e sociais, bem como dificuldades de conciliar vida profissional e familiar. A CIG defende que a perspetiva de género deve estar presente em políticas públicas e na sociedade em geral, para combater estereótipos e discriminação.
A dirigente sublinha também a importância de não confiar apenas na lei: a igualdade formal não elimina desigualdades reais. Mesmo com maior escolaridade entre as mulheres, continuam barreiras ao acesso a cargos de decisão e à progressão profissional, especialmente quando há tarefas de cuidado envolvidas.
Desafios no mundo digital e na educação
No âmbito digital, a tecnologia reproduz desigualdades de género. Em TIC, apenas duas em cada dez graduadas são mulheres e apenas três em cada dez trabalhadores são mulheres. Redes sociais e IA também demandam respostas para evitar reforçar disparidades.
A presidente da CIG destaca o papel da formação e da mobilidade profissional: embora as mulheres representem a maioria de diplomados com ensino superior, as escolhas educativas continuam segregadas, traduzindo-se em salários diferença e menos ascensão profissional.
A CIG tem trabalhado na monitorização e responsabilização, alinhada com a Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação. O programa visa desconstruir estereótipos e promover ações que incentivem as raparigas nas áreas STEM.
Ações e compromisso público
A instituição apoia a implementação do Programa Nacional das Raparigas nas STEM e mobiliza financiamento comunitário para reforçar estas ações, incluindo o Programa Pessoas 2030. O objetivo é apoiar percursos de estudo e liderança em áreas determinantes para a competitividade do país.
Além da CIG, Quaresma destaca a presença de entidades com políticas de responsabilidade social ativas, que com planos para a igualdade ajudam a promover sociedades mais justas, coesas e competitivas. O trabalho conjunto é visto como essencial para o progresso.
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