- No Dia Internacional da Mulher, a 8 de março, a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) destacam as lutas prioritárias pela igualdade entre mulheres e homens.
- Defendem que, apesar dos avanços, há recuo ou estagnação de direitos económicos, profissionais, sociais e de conciliação entre vida profissional, pessoal e familiar.
- Carina Quaresma sublinha desigualdades estruturais ao longo do ciclo de vida, lembrando que as mulheres representam 52,2% da população e enfrentam desvantagens económicas, sociais e de saúde.
- Carla Tavares alerta que o perigo não é apenas o retrocesso, mas também a estagnação de direitos, com ataques potenciais aos direitos laborais e sociais conquistados.
- A luta sai à rua a 8 de março em 19 cidades, com ções em Porto (14h30) e Lisboa (15h00), sob o lema Vida com dignidade e participação em várias ações pelo país.
Da violência física à mudança digital, a defesa de direitos das mulheres continua em debate. Em vésperar do Dia Internacional da Mulher, 8 de março, entidades da área da Igualdade destacam prioridades para 2024.
A Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) sublinha a necessidade de manter o foco na luta por igualdade plena entre mulheres e homens, independentemente do contexto. Carla Tavares ressalva que o momento exige firmeza para impedir retrocessos e estagnação de direitos.
A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) aponta desigualdades económicas, profissionais, sociais e de conciliação entre vida laboral e familiar como perspetivas críticas. Carina Quaresma alerta para impactos ao longo de todo o ciclo de vida das mulheres.
A presidente da CIG enfatiza que a prevenção da violência doméstica continua prioritária, ao mesmo tempo em que a educação e a transição digital reproduzem desigualdades de género. O foco é reduzir as assimetrias em várias fases da vida.
Manifestações marcadas em todo o território
No próximo domingo, 8 de março, 19 cidades portuguesas recebem ações públicas pela igualdade. No Porto, a concentração inicia-se às 14h30, na Praça da Batalha, com o lema Igualdade, Direitos e Justiça.
Em Lisboa, a partir das 15h, duas marchas devem percorrer o eixo entre o Marquês de Pombal e Restauradores, promovidas pela Plataforma Feminista e pelo Movimento Democrático de Mulheres.
Além destas grandes concentrações, participam concelhos como Bragança, Faro e Funchal, com ações previstas entre as 14h30 e as 15h, visando a defesa dos direitos das mulheres e a vivência de uma vida com dignidade.
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