O Conselho de Direitos Humanos da ONU divulgou um relatório que afirma que houve ataques deliberados a crianças palestinianas em Gaza, considerados como indícios de genocídio. Israel rejeita as conclusões, descrevendo o documento como difamatório.
A comissão internacional, formada por três membros, concluiu que as forças de segurança israelitas atacaram intencionalmente crianças, o que, na visão dos investigadores, caracteriza genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra na Faixa de Gaza.
Segundo o relatório de seguimento, as operações militares mantiveram-se intensas e com consequências graves para menores, incluindo mortes, ferimentos e traumas sem precedentes, com fundamentos para sustentar a acusação de genocídio.
Reação de Israel
Israel qualificou o relatório como difamatório e afirmou que as acusações ignoram táticas do Hamas, que segundo o governo israelita ataca crianças e usa menores como escudos humanos.
A comissão, criada em 2021 pelo Conselho dos Direitos Humanos, analisa ainda as condições de vida em Gaza e os impactos na mortalidade infantil, destacando danos aos sistemas de saúde e educação.
Contexto e dados recentes
A UNICEF informou que, desde o cessar-fogo, pelo menos 265 crianças teriam morrido em Gaza e centenas ficado feridas, com crianças vulneráveis atingidas em vários cenários, incluindo escolas e tendas.
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