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Ataque de Israel a crianças em Gaza envolve alegações de genocídio

ONU sustenta que forças israelitas visaram deliberadamente crianças palestinianas, configurando genocídio em Gaza; Israel rejeita as alegações

Israel acusou os investigadores de ignorarem "as táticas brutais do Hamas, que ataca impiedosamente crianças israelitas e utiliza crianças palestinianas como escudos humanos
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  • A Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU afirma que forças de segurança israelitas alvejariam deliberadamente crianças palestinianas, apontando para genocídio em Gaza; o relatório de acompanhamento mantém a leitura de violência sistemática.
  • Israel rejeita o relatório, qualificando-o de difamatório, e afirma que os investigadores ignoram táticas brutais do Hamas contra crianças israelitas.
  • A comissão diz que houve lesões graves, trauma de massa, orfandade, separação familiar e deslocamentos que afetaram a infância em Gaza e devem ter impacto duradouro.
  • A UNICEF indicou que, desde o cessar-fogo, pelo menos 265 crianças morreram e centenas ficaram feridas em Gaza, com ataques a alvos como tendas, escolas e zonas de lazer.
  • O conflito começou com o ataque do Hamas a Israel a 7 de outubro de 2023; a resposta de Israel causou milhares de mortes em Gaza, incluindo mais de vinte mil crianças mortas ou feridas nos primeiros dois anos da guerra.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU divulgou um relatório que afirma que houve ataques deliberados a crianças palestinianas em Gaza, considerados como indícios de genocídio. Israel rejeita as conclusões, descrevendo o documento como difamatório.

A comissão internacional, formada por três membros, concluiu que as forças de segurança israelitas atacaram intencionalmente crianças, o que, na visão dos investigadores, caracteriza genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra na Faixa de Gaza.

Segundo o relatório de seguimento, as operações militares mantiveram-se intensas e com consequências graves para menores, incluindo mortes, ferimentos e traumas sem precedentes, com fundamentos para sustentar a acusação de genocídio.

Reação de Israel

Israel qualificou o relatório como difamatório e afirmou que as acusações ignoram táticas do Hamas, que segundo o governo israelita ataca crianças e usa menores como escudos humanos.

A comissão, criada em 2021 pelo Conselho dos Direitos Humanos, analisa ainda as condições de vida em Gaza e os impactos na mortalidade infantil, destacando danos aos sistemas de saúde e educação.

Contexto e dados recentes

A UNICEF informou que, desde o cessar-fogo, pelo menos 265 crianças teriam morrido em Gaza e centenas ficado feridas, com crianças vulneráveis atingidas em vários cenários, incluindo escolas e tendas.

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