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Crimeia ocupada pela Rússia suspende venda de combustível

Crise de combustível na Crimeia agrava-se com suspensão de vendas, filas nos postos e abastecimento limitado a organismos estatais

Carros fazem fila numa estação de serviço em Simferopol, Crimeia, sexta-feira, 12 de junho de 2026
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A Crimeia, território ocupado pela Rússia, enfrenta uma grave crise de combustível após uma escalada de ataques ucranianos contra a indústria energética russa. A crise levou a longas filas nos postos e a uma oferta limitada de combustível na península.

O governador da Crimeia, Sergey Aksyonov, anunciou que a partir das 9h de domingo as vendas de combustível ficarão suspensas para pagamento em numerário, eletrónico e vales, tanto para particulares como para empresas. O abastecimento será reservado apenas a organismos estatais responsáveis pela continuidade do funcionamento da República da Crimeia, pediu aos residentes para manter a calma.

A ofensiva de Kiev contra infraestruturas energéticas russas intensificou a situação, com ataques a refinarias, terminais e depósitos, bem como a camiões cisterna destinados à Crimeia. Zelenskyy afirmou ter atingido instalações em ambos os lados da ponte da Crimeia, incluindo a logística marítima perto de Krasnodar e um depósito temporariamente ocupado em Kerch.

Impacto regional e desdobramentos

O ministro da Defesa ucraniano indicou que o objetivo é isolar a Crimeia através de ataques de drones, reduzindo as cadeias logísticas e deixando a península mais isolada. A equipa defensiva afirmou que as cadeias de fornecimento estão a ser cortadas, o que pode alterar significativamente a logística regional.

Na atualidade, ataques russos no leste da Ucrânia provocaram três mortos e 22 feridos, segundo as autoridades locais. Em Dnipropetrovsk ocorreu uma vítima mortal e nove feridos, em três distritos atacados. Em Poltava, dois ataques deixaram duas mortes e 13 feridos.

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