- A Al-Jazeera qualificou como “assassínio deliberado” o bombardeamento que tirou a vida de Ahmed Wishah, quando o jornalista se encontrava em casa no campo de refugiados de Bureij, no centro de Gaza.
- O canal apelou à comunidade internacional para responsabilizar os funcionários israelitas envolvidos, exigindo medidas urgentes e concretas.
- No ataque, morreram ainda dois habitantes de Gaza, elevando o saldo de vítimas em ataques na Faixa de Gaza desde o cessar‑fogo, segundo a Defesa Civil, a seis casos anteriores reportados pelo Ministério da Saúde.
- A emissora lembra que Wishah era correspondente do serviço árabe Mubasher e que o irmão, Mohamed Wishah, já tinha sido morto num ataque com drone contra o seu veículo na Cidade de Gaza.
- O Exército de Israel alegou que Ahmed Wishah atuava como “atirador furtivo do Hamas”, versão rejeitada pela Al-Jazeera; a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) menciona mais de duzentos jornalistas mortos por Israel em Gaza desde outubro de dois mil e vinte e três, pelo menos setenta no exercício das funções.
Ahmed Wishah, correspondente da Al-Jazeera em árabe Mubasher, foi morto num bombardeamento em Gaza. O canal qualificou o incidente como assassinato deliberado, ocorrido enquanto o jornalista se encontrava na sua casa no campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa.
O ataque resultou ainda na morte de dois outros habitantes de Gaza. Equipes de resgate da Defesa Civil confirmaram os três óbitos, num contexto de ações contínuas na região, mesmo após um cessar-fogo declarado. Diversos outros ataques deixaram mortos ao longo de Gaza.
Acusações e resposta
A Al-Jazeera rejeitou as acusações feitas pelo Exército de Israel de que Wishah atuava como atirador furtivo do Hamas, mantendo a crença na natureza deliberada do ataque. O canal afirmou que as informações israelitas não correspondem aos factos.
A família de Wishah e colegas lamentam a sua morte, pedindo responsabilização internacional. O Exército de Israel já indicou, via X, que Wishah fazia parte de operações militares, alegação contestada pela redação da Al-Jazeera.
Contexto internacional
Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, no final de 2025 já tinham sido contabilizados mais de 220 jornalistas mortos em Gaza desde outubro de 2023, com pelo menos 70 a exercer as suas funções. A ONG destaca o risco extremo enfrentado por profissionais da comunicação na região.
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