O Irão anunciou este sábado o novo fecho do Estreito de Ormuz à passagem de embarcações, em resposta às ações de Israel no Líbano. Alega má fé dos EUA e violação do Memorando de Entendimento, por não impedirem ataques israelitas.
O anúncio foi feito pelo comando central iraniano, que justificou a medida pela recusa dos EUA em cumprir o primeiro artigo do acordo. Não ficou claro se o bloqueio foi efetivamente aplicado e se o tráfego retomou ou não.
O fecho surge três dias após a assinatura do Memorando de Entendimento entre Donald Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O objetivo era permitir o regresso gradual do tráfego no estreito.
Reações e contexto
Os bombardeamentos israelitas no Sul do Líbano, que causaram pelo menos 16 mortos, foram citados como violação do cessar-fogo. O Irão enviou emissores à Suíça para negociações técnicas de paz, com a ressalva de que não farão nada sem suspensão definitiva dos ataques.
Outros desenvolvimentos
Numa entrevista à Fox News, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, afirmou que a reabertura do estreito faria o fluxo de petróleo regressar aos níveis pré-guerra, estimando cerca de 16 milhões de barris por dia.
Israel responsabilizou o Hezbollah pela escalada, afirmando que o grupo xiita aliando do Irão violou o cessar-fogo. As negociações entre Israel e Líbano estão marcadas para esta semana, nos EUA, mas o Hezbollah não participa.
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