Volodymyr Zelenskyy, presidente da Ucrânia, afirmou que o ataque com drones contra a refinaria de petróleo de Moscovo é uma resposta a uma ofensiva russa anterior. A declaração ligou o incidente ao ataque à Lavra de Kiev-Pechersk, um símbolo histórico e religioso da Ucrânia.
Segundo Zelenskyy, o país esteve na Lavra para discutir retaliação e avisou que a resposta seria visível. O presidente disse que a Ucrânia não deseja a guerra, mas que não pode aceitá-la sem reagir.
A refinaria de Moscovo é uma das maiores da Rússia, fornecendo cerca de 40% do combustível da capital e a maior parte da gasolina da região. Mantém abastecimento para os quatro principais aeroportos de Moscovo.
Conforme o Estado-Maior ucraniano, a refinaria tem capacidade de processar mais de 12 milhões de toneladas de crude por ano. O ataque envolve uso de drones e foi alvo de protagonismo público no conflito entre Kiev e Moscovo.
Contexto estratégico
O episódio cria uma escalada na retórica entre as partes, com Moscovo mantendo uma defesa aérea considerada forte, mas que, no caso, não interceptou os drones ucranianos.
A ofensiva ocorre num momento de tensão entre as duas nações, que se acusa mutuamente de ataques a infraestruturas críticas. A comunidade internacional acompanha com cautela as próximas etapas do conflito.
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