- Zelensky acusa a Rússia de atacar deliberadamente uma zona histórica de Kiev, onde ficam o Mosteiro das Grutas de Kiev (Kyiv Pechersk Lavra) e o Arsenal de Mystetskyi, durante ataques noturnos.
- Moscovo nega a autoria, dizendo que os danos teriam sido causados por um míssil de defesa antiaérea ucraniano durante a interceptação.
- Zelensky disse que mais de sessenta mísseis foram lançados contra Kiev, num total de setenta disparos contra a Ucrânia; quatro mortos em Kiev e nove feridos, incluindo feridos em Kharkiv.
- Em Kharkiv, houve ataque múltiplo contra equipas de resgate que interviniam num incêndio provocado por bombardeamento anterior, resultando em cinco mortos entre socorristas e nove feridos.
- Em Dnipro, a Rússia atacou a estação ferroviária, uma universidade e várias empresas; o presidente pediu aos países do G7 que aumentem a pressão e reforcem a defesa aérea da Ucrânia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de atacar deliberadamente uma zona histórica de Kiev, onde fica a catedral do Mosteiro das Grutas, durante uma vaga de ataques noturnos. Segundo o chefe de Estado, dois drones russos atingiram uma área de elevado valor histórico, religioso e cultural.
Zelensky visitou o local e afirmou que o ataque visou o conjunto conhecido pela sua relevância cultural, religiosa e turística. A catedral da Dormição faz parte do Mosteiro das Grutas de Kiev, classificado como Património Mundial pela UNESCO.
A acusação de Zelensky é que o alvo foi escolhido por ser simbólico para a cidade. Moscovo rejeitou imediatamente as alegações, sustentando que os danos ocorreram devido a um míssil de defesa antiaérea ucraniano durante a interceção dos ataques.
Contexto e reação internacional
Entretanto, o governo ucraniano avançou números sobre a ofensiva, referindo mais de 60 mísseis lançados contra Kiev, entre outros ataques a território ucraniano. Fouram também relatos de quatro mortos em Kiev e cinco em Kharkiv, com várias vítimas entre socorristas.
Ao longo do dia, aumentaram as informações sobre danos a infraestrutura civil, património cultural e edifícios religiosos, com Moscovo a reiterar que os ataques visavam apenas alvos militares. O conflito completa mais de quatro anos desde a invasão.
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