- A Rússia lançou uma vaga de ataques de mísseis e drones durante a madrugada de 15 de junho, mirando várias regiões da Ucrânia e causando danos no mosteiro de Kiev-Pechersk, Património Mundial da UNESCO.
- Pelo menos nove mortos foram registados e houve incêndios visíveis junto à Catedral da Dormição do mosteiro, com equipas de bombeiros a trabalhar para controlar as chamas.
- A ministra da Cultura da Ucrânia confirmou danos na catedral, fundada no século XI e integrada no património mundial.
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu o ataque como um crime contra a cultura cristã e pediu mais apoio à defesa aérea e pressão sobre Moscovo junto do G7.
- O mosteiro, conhecido como Mosteiro das Grutas, está na lista de Património Mundial em Perigo desde 2023 e é considerado um dos principais centros espirituais da Ucrânia.
Durante a madrugada de 15 de Junho, a Rússia lançou uma vaga de mísseis e drones sobre várias regiões da Ucrânia, incluindo Kiev. O ataque atingiu o mosteiro de Kiev-Pechersk, património da UNESCO, causando danos significativos e várias vítimas.
O mosteiro, conhecido como Pechersk Lavra, é um dos símbolos religiosos mais importantes da Ucrânia. Trazido pela UNESCO para a lista de Património Mundial em Perigo desde 2023, alberga grutas que guardam relíquias de santos e é um polo de peregrinação.
Segundo autoridades ucranianas, pelo menos nove pessoas faleceram. Imagens mostram chamas e bombeiros a tentar dominar o fogo junto às torres e à Catedral da Dormição. A ministra da Cultura confirmou danos à catedral histórica.
Reações internacionais
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como um crime contra a cultura cristã e pediu maior apoio à defesa aérea e pressão sobre Moscovo. Diversos governos condenaram o ataque, destacando a gravidade do dano a um património mundial.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, falou num ataque desestabilizador e apelou a uma resposta adequada da comunidade internacional. O Presidente francês, Emmanuel Macron, reiterou a determinação de Itália, França e parceiros na busca de paz.
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