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Serviços secretos italianos e franceses sabiam, diz Ezzio Gavazzeni

Gavazzeni afirma que serviços secretos de Itália e França sabiam dos "safari humano" no cerco de Sarajevo; procuradoria de Milão abriu inquérito e o testemunho será prestado em breve

Ezzio Gavazzeni
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  • Ezio Gavazzeni é uma das testemunhas-chave no inquérito ao denominado “safari humano” durante o cerco de Sarajevo (1992-1996).
  • O livro do jornalista, I Cecchini del Weekend (Os francoatiradores de fim de semana), aborda os acontecimentos sombrios da guerra na Bósnia e que permaneceram sem investigação.
  • Segundo o livro, durante quase quatro anos pessoas pagavam para participar em excursões que permitiam atirar das colinas que circundam a cidade.
  • A publicação serviu de base para a abertura de um processo de inquérito na Procuradoria de Milão.
  • Gavazzeni vai ser chamado a prestar declarações naquela procuradoria na próxima semana.

Ezio Gavazzeni afirma que os serviços secretos italiano e francês tinham conhecimento de atividades ligadas ao cerco de Sarajevo durante a Guerra da Bósnia, entre 1992 e 1996. O jornalista sustenta em livro que, durante o cerco, houve excursões pagas para disparar contra os sitiados a partir de colinas ao redor da cidade.

O livro I Cecchini del Weekend, lançado em português como Os francoatiradores de fim de semana, descreve eventos sombrios ainda não investigados publicamente. Segundo Gavazzeni, várias pessoas participaram dessas expedições, que visavam atingir residentes de Sarajevo.

A obra esteve na base da abertura de um inquérito pela Procuradoria de Milão. Gavazzeni afirma que será chamado a prestar declarações pela autoridade italiana na próxima semana, em Milão, como parte das diligências.

Contexto do inquérito

  • O inquérito investiga alegadas responsabilidades durante o cerco e eventuais facilidades dadas a operações de tiro a partir de áreas controladas por forças envolvidas no conflito.
  • A defesa e a posição de autoridades italianas não foram detalhadas no material fornecido, mas o caso permanece sob análise processual.

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