- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu novos ataques ao Irão e disse que as forças norte-americanas vão tomar a ilha de Kharg e outras infraestruturas petrolíferas, assumindo o controlo dos mercados de petróleo e gás.
- Trump escreveu na Truth Social que, num futuro próximo, vão controlar total dos mercados iranianos de petróleo e gás, semelhante ao que fizeram na Venezuela.
- Kharg é a principal base de exportação de petróleo do Irão: cerca de 90 por cento do crude Iraniano sai por ali, com destino a China e outros mercados asiáticos.
- A mensagem ocorre num contexto de três dias de troca de ataques entre os EUA e o Irão, com bloqueio de portos iranianos e recente intensificação dos ataques.
- O estreito de Ormuz, crítico para o fornecimento global de petróleo, continua envolvido em tensões; negociações sobre o fim da guerra parecem estagnadas.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a intenção de atacar o Irão e de tomar controlo sobre a ilha de Kharg e infraestruturas petrolíferas no país, numa mensagem publicada na rede Truth Social. O aviso veio numa escalada de ataques já em curso entre Washington e Teerã.
Trump afirmou que as forças norte-americanas agirão de forma contundente e que, no futuro próximo, pretendem controlar as infraestruturas energéticas iranianas, simulando o que fez aos Estados Unidos com a Venezuela. A ameaça surge num contexto de confrontos militares entre as duas nações.
Kharg é uma ilha estratégica no Golfo Pérsico, central para as exportações de petróleo do Irão. Cerca de 90% do crude iraniano é descarregado a partir deste local, com parte das cargas a destino da China e de mercados asiáticos. A infraestrutura local inclui depósitos, oleodutos e terminais de carga.
O ataque recente dos EUA contra o Irão intensificou-se ao longo de três dias, aumentando o risco de confronto numa região já sob forte pressão de mercados energéticos. O Irão informou ter retaliado contra o Kuwait, o Bahrein e a Jordânia, mantendo a escalada. Os Estados Unidos mantiveram o bloqueio aos portos iranianos e alegaram ter visado um petroleiro com carregamento de petróleo iraniano.
O Irão afirmou que o estreito de Ormuz ficou encerrado, mas o impacto operacional permanece incerto, com limitações de tráfego marítimo. Em resposta às hostilidades, Teerã afirmou que o cessar-fogo pode perder sentido sem progresso nas negociações. O canal diplomático permanece aberto, embora com avanços lentos.
No centro das negociações encontra-se o controlo do estreito de Ormuz, passagem crítica para o comércio mundial de petróleo. As partes continuam em desacordo quanto ao programa nuclear iraniano, que Teerão diz ser pacífico, mas que é visto como potencial militarizável por Washington e Jerusalém.
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