- O médico Hussam Abu Safiya, de 53 anos, apareceu numa chamada de vídeo numa sessão do Supremo de Israel; são as primeiras imagens desde fevereiro de 2025.
- Durante a sessão, apareceu algemado, com roupa prisional branca, rosto pálido e marcas nos braços; guardas desligaram o monitor para não verem a transmissão.
- A audiência abriu aos jornalistas, mas, quando começou a discussão sobre a legalidade da detenção, todos tiveram de abandonar a sala.
- O advogado afirmou que Abu Safiya já perdeu mais de trinta quilos na prisão e não está a receber tratamento médico; serviços prisionais dizem que está a ser tratado adequadamente.
- Organizações como as Nações Unidas e a Amnistia Internacional apelam pela libertação imediata; Abu Safiya encontra-se em isolamento e há suspeitas de maus-tratos; Israel confirmou a detenção, alegando que era comandante do Hamas, sem apresentar provas.
O médico palestiniano Hussam Abu Safiya reaparece numa chamada de vídeo numa sessão do Supremo de Israel, pelas primeiras imagens desde fevereiro de 2025. O vídeo foi partilhado após a renovação de pedidos pela libertação do médico, detido na sequência da guerra em Gaza.
Abu Safiya, 53 anos, surge algemado numa tela, vestindo roupa prisional branca. O rosto aparece deformado pela magreza, com marcas nos braços. Durante a audiência, o advogado explica que a transmissão foi cortada pelos guardas para controlar o acesso.
A sessão, aberta inicialmente a jornalistas, foi interrompida quando começou a análise do recurso da defesa contra a legalidade da detenção. O vídeo mostra a tentativa de ver o médico, que não é visto por muitos presentes.
O advogado afirmou que o médico perdeu mais de 30 quilos na prisão e que não tem acesso a tratamento médico adequado. As autoridades prisionais de Israel garantem que ele recebe tratamento adequado, segundo relatos.
Até ao final da tarde, o tribunal não tinha divulgado uma decisão sobre a extensão da detenção. Organizações de direitos humanos, como PHRI, têm denunciado condições de isolamento e alegadas violações de direitos.
Hussam Abu Safiya dirigiu, em 2024, o Hospital Kamal Adwan no Norte da Faixa de Gaza. Tornou-se símbolo da luta de profissionais de saúde durante a guerra, quando Gaza ficou cercada e sob ataques aéreos.
Ao longo do cerco de 85 dias, surgiram vários vídeos dele a pedir ajuda. Uma imagem icónica mostrou-o a caminhar, de bata branca, em direção a um carro de combate israelita entre escombros.
Organizações internacionais apelam pela libertação imediata do médico. Entre elas estão a ONU, a OMS, a Cruz Vermelha e a Amnistia Internacional, que denunciam prisões prolongadas e possíveis sinais de tortura.
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