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Manifestantes rompem bloqueio e chegam às portas do Estádio da Cidade do México

Manifestantes rompem bloqueio e chegam às portas do Estádio da Cidade do México, provocando confrontos com a polícia e detenções durante o início do Mundial 2026

Manifestações e congestionamentos dominam Cidade do México no arranque do Mundial
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  • Manifestantes romperam o bloqueio externo e chegaram às portas do Estádio da Cidade do México, com o objetivo de boicotar o encontro inaugural do Mundial 2026.
  • Confrontos entre a polícia de intervenção, a Guarda Nacional e os manifestantes resultaram em uso de gás lacrimogéneo, balas de borracha e agressões, incluindo jornalistas, após o primeiro golo do México.
  • Os participantes eram grupos que procuram desaparecidos e vítimas do narcotráfico, além de trabalhadores da educação, agricultores, condutores e estudantes universitários; gritos como “México campeón de las desapariciones” repetiam-se no exterior.
  • Houve incêndios de automóveis e arremesso de pedras, tijolos e sinais de trânsito; vários detenidos foram libertados mais tarde em troca dos seus materiais de proteção.
  • Com a aproximação dos 90 minutos, a polícia recuperou parte do perímetro e criou saídas para evitar confrontos entre adeptos e manifestantes nos arredores, mantendo o estádio com capacidade para 87 mil lugares.

Os manifestantes romperam o bloqueio policial e chegaram às portas do Estádio da Cidade do México, onde decorriam as celebrações do primeiro encontro do Mundial 2026 entre México e África do Sul. O objetivo era boicotar o jogo e chamar a atenção para os problemas no país.

Amanheceram com milhares a ocupar as vias de acesso ao recinto, na Avenida del Imán. Organizações cívicas, trabalhadores, estudantes e grupos de direitos humanos integravam o protesto, que começou de forma pacífica, mas evoluiu para confrontos com a polícia de intervenção.

Logo após o primeiro golo mexicano, os manifestantes incendiaram automóveis e arremessaram pedras, tijolos e outros objetos contra as forças de segurança que reagiram com gás lacrimogéneo, balas de borracha e bastões. Jornalistas também foram alvo de agressões.

Confrontos e detenções

A violência manteve-se durante cerca de uma hora. Manifestantes atacaram veículos de combate da polícia, enquanto a força policial tentava afastá-los das imediações do estádio. Muitos detidos foram libertados mais tarde, após a retirada de parte do material policial.

Enquanto o apoio ao México crescia entre os adeptos dentro do estádio, outras pessoas gritavam reclamações, lembrando os desaparecidos e criticando a gestão estatal. A frase México campeón de las desapariciones ecoou entre o público externo.

Os agentes tentaram retomar o controle das vias de acesso e criar saídas para a evacuação dos espectadores. A Guarda Nacional ajudou a manter perímetros, evitando que os confrontos se estendessem para fora do recinto.

No final do encontro, o dispositivo policial já havia recuperado parte do perímetro perdido e permitia a saída dos torcedores sem novas incidências. Não houve confirmação de feridos entre os fãs, apenas relatos de tumulto ao redor do estádio.

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