Os EUA lançaram novos ataques contra alvos no Irão, em resposta a alegada agressão iraniana. As Forças norte-americanas anunciaram, via Centcom, o início dos bombardeamentos às 22h15 em Portugal continental, 17h15 no leste dos EUA, desta quarta-feira. O objetivo é reiterar a resposta a “agressão injustificada e continuada” de Teerão.
Os ataques abrangem vários alvos em território iraniano, segundo comunicado do Centcom. O anúncio surge como continuação de uma resposta norte-americana, após a afirmação de agressão iraniana. Ainda não há confirmação independente sobre danos ou vítimas.
Fontes iranianas públicas reportaram explosões em Bandar Abbas, no sul, com informações adicionais sobre Sirik, Minab, Qeshm e Gurgã. A agência Mehr mencionou confrontos no mar entre forças iranianas e norte-americanas perto do estreito de Ormuz.
Reação e contexto
Horas antes, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que Washington atacaria instalações-chave no Irão, conforme instruções do Presidente Donald Trump, e que não haveria rendição nas negociações. O objetivo seria degradar capacidades estratégicas iranianas.
Hegseth alegou que Teerã está a tactear para chegar a um acordo, mas que, caso falhe, os EUA responderiam com ataques direcionados. O responsável indicou que os alvos escolhidos visam comprometer o ambiente operacional do Irão.
Paralelamente, o Irão informou ter atacado bases norte-americanas na região durante a madrugada. O Corpo dos Guardas da Revolução Islâmica alegou ter usado drones e mísseis contra instalações no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia, prometendo resposta contundente a novas ações de Washington.
As declarações iranianas referem-se a uma ataque a quatro pontos da base de al-Azraq, na Jordânia, incluindo hangares de caças F-35 e um centro de comando. Os episódios indicam uma escalada de hostilidades entre as duas nações.
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