- Autoridades regionais iranianas confirmaram ataque do exército israelita ao complexo petroquímico de Mahshahr, causando danos parciais.
- O complexo fica numa zona económica especial petroquímica próxima do Golfo, palco do ataque divulgado pelas Forças de Defesa de Israel.
- O Irão respondeu atingindo duas bases aéreas israelitas, Nevatim e Tol Nof, em retaliação aos ataques anteriores.
- A Guarda da Revolução Islâmica informou que a operação foi em resposta a um ataque com mísseis contra locais de radar no Irão.
- O conflito envolve também disparos entre Irão e Israel, com o temor de abalar o cessar-fogo e comprometer tentativas de mediação.
O Irão afirmou ter confirmado um ataque aéreo israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, no Golfo, causando danos parciais, segundo meios de comunicação estatais. A notícia surge após a defesa israelita ter indicado ter atingido vários alvos na área.
As autoridades iranianas dizem ter retaliado com ataques a duas bases aéreas israelitas, Nevatim e Tol Nof, num episódio de retaliação em meio a um ciclo de ataques recíprocos desde o cessar-fogo, estabelecido há dois meses. O comunicado da Guarda da Revolução Islâmica justifica a operação.
O Exército de Israel confirmou ter interceptado uma vaga de mísseis do Irão lançado contra o território, acrescentando que foram emitidos alertas de precaução para telemóveis nas zonas afetadas. AFP verificou explosões em Jerusalém.
Além disso, Israel apontou que os Huthis lançaram um míssil a partir do Iémen, que foi interceptado pelas defesas do país. O anúncio integra um conjunto de ataques que se seguem ao bombardeamento israelita contra Beirute, no subúrbio Dahye, causando mortes e ferimentos.
O Irão já indicava que, perante a continuidade de ataques israelitas no Líbano, iria retaliar, mantendo o cessar-fogo com os EUA, de 8 de abril, sob avaliação. As autoridades israelitas reiteraram a interceptação de todos os mísseis iranianos.
O reforço do fogo cruzado, no 100.º dia de conflito, agrava as dificuldades para um cessar-fogo estável e intensifica o risco de novos confrontos, afetando tentativas de mediação para encerrar o conflito iniciado com ações norte-americanas e israelitas no Irão em fevereiro.
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