Os EUA afirmaram ter abatido dois drones iranianos que ameaçavam o tráfego no estreito de Ormuz, numa escalada de tensões apesar de um cessar-fogo em vigor. O anúncio foi feito pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom).
O Centcom garantiu que as forças norte-americanas continuam em posição e prontas a defender-se de novas agressões iranianas. A comunicação foi publicada nas redes sociais do órgão militar.
Horas antes, o Irão tinha atacado alvos no Kuwait e no Bahrein, em resposta a ataques norte-americanos, segundo a leitura de Washington. As hostilidades recomeçaram no contexto da via marítima estratégica.
O Kuwait e o Bahrein condenaram as novas ações iranianas, descrevendo-as como agressões flagrantes e uma escalada perigosa que ameaça civis e residentes na região. O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait considerou violação da soberania do Estado.
Contexto diplomático
Os Guardas da Revolução iranianos disseram ter disparado mísseis balísticos contra a base aérea de Ali Al-Salem, no Kuwait, e contra o quartel-general da Quinta Frota, no Bahrein. Cinco mísseis atingiram alvos sem afetar o objetivo previsto, segundo a versão iraniana.
O Centcom informou ter reagido também a ações de radar costeiro iranianos, com ataques a instalações de vigilância em Goruk e na ilha de Qeshm, visando defender-se de novos ataques.
A diplomacia permanece sem avanços recentes. O conselheiro militar do líder iraniano comentou à CNN um impasse nas negociações, sugerindo aos EUA desbloquear fundos iranianos congelados para quebrar o bloqueio e facilitar acordos.
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