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Boko Haram liberta centenas de mulheres e crianças em Ngoshe

Boko Haram liberta centenas de mulheres e crianças em Ngoshe; números variam entre 360 e 416, com relatos de duas mortes durante o cativeiro

Uma evacuação ordenada pelo Boko Haram em 2015
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  • O grupo Boko Haram libertou centenas de mulheres e crianças sequestradas no início deste ano em Ngoshe, no estado de Borno, nordeste da Nigéria, segundo responsáveis locais ouvidos pela AFP.
  • O número exato é incerto: Bosya indicou a libertação de 416 pessoas, e um senador confirmou o mesmo número, enquanto a France 24, citando as Forças Armadas, fala em 360 libertados.
  • A Bosya terá atuado como intermediária entre os sequestradores e as famílias, mas não divulgou detalhes sobre o processo ou as circunstâncias da libertação.
  • Dois bebés morreram durante o cativeiro, segundo o porta-voz do Presidente nigeriano, em referência às condições de cativeiro prolongado.
  • Ngoshe fica perto da fronteira com os Camarões e é um reduto do Boko Haram, com a insurgência desde 2009 a causar milhares de mortos e milhões de deslocados.

O Boko Haram libertou centenas de mulheres e crianças sequestradas no início deste ano em Ngoshe, uma aldeia do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria. A libertação foi anunciada por responsáveis locais, conforme a AFP, este domingo. O modo e as circunstâncias permanecem incertos.

As informações sobre o número exato variam. Samaila Kaigama, líder da Bosya, disse à AFP que foram libertadas 416 pessoas. Também o senador Mohammed Ali Ndume confirmou o mesmo número. Já a France 24 citou um comunicado das Forças Armadas nigerianas que fala em 360 libertados.

Não está claro se se refere ao mesmo grupo de reféns. A Bosya atuou como intermediary entre sequestradores e famílias, sem divulgar pormenores do processo. Os liberados estavam detidos em condições desumanas, segundo a France 24.

Daniel Bwala, porta-voz do presidente Bola Tinubu, afirmou que dois bebés morreram devido ao prolongado cativeiro. As autoridades negam o pagamento de resgates, embora a prática seja comum. Estima-se que grupos armados tenham recebido somas significativas a título de resgates.

O Boko Haram exige, geralmente, somas em nairas nigerianas para libertação de civis. Um relatório da SBM Intelligence, citado pela AFP, aponta que grupos armados na Nigéria receberam cerca de 1,66 milhões de dólares entre julho de 2024 e junho de 2025.

Ngoshe fica a menos de 10 km da fronteira com os Camarões, numa região montanhosa de Gwoza. O reduto do Boko Haram tem sido alvo de ataques e operações militares na área. A insurgência começou em 2009, envolvendo mais tarde o ISWAP, e causou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.

Desdobramentos e números

As autoridades e responsáveis locais ainda não divulgaram um balance final confirmado. O caso permanece em investigação para confirmar se a libertação envolve o mesmo conjunto de vítimas descrito por diferentes fontes.

Contexto regional

A operação ocorre num cenário de contínua ameaça insurgente na Nigéria e nas regiões vizinhas, com efeitos humanitários de longo prazo para as comunidades de Ngoshe e zonas adjacentes.

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