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Ataque israelita mata nove no Líbano, incluindo três militares

Ataque aéreo israelita no sul do Líbano mata nove pessoas, três militares, fragilizando o cessar-fogo e os esforços diplomáticos entre Beirute e Jerusalém

Elementos da Cruz Vermelha libanesa e equipas de salvamento junto a um veículo destruído após um ataque aéreo israelita, 6 de junho de 2026.
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  • O ataque aéreo israelita no sul do Líbano matou nove pessoas, incluindo três militares, num veículo atingido entre Khardali e Nabatieh.
  • O incidente surge dias após um acordo mediado pelos Estados Unidos para um cessar-fogo entre Israel e o Líbano, colocando em risco os progressos diplomáticos.
  • O Exército libanês disse que o veículo seguia de forma suspeita numa zona de combate ativa e que civis já tinham sido evacuados previamente.
  • As Forças Armadas do Líbano condemnaram o ataque como agressão deliberada e acusaram Israel de minar tentativas de chegar a um cessar-fogo duradouro; o presidente Joseph Aoun chamou-o de violação da soberania e do direito internacional.
  • A tensão permanece alta, com o Hezbollah e Israel a trocarem acusações de violação do cessar-fogo; o Hezbollah rejeita a proposta de cessar-fogo, exigindo a retirada total de Israel, enquanto Israel continua a emitir ordens de evacuação e a realizar ataques na região.

O Líbano acusa Israel de minar os esforços de cessar-fogo depois de um ataque aéreo ter matado três militares do seu exército no sul do país. Nove pessoas morreram num bombardeamento aéreo israelita, entre as quais três soldados, numa estrada entre Khardali e Nabatieh.

Segundo o exército libanês, um general de brigada, um capitão e outro militar perderam a vida quando um veículo militar foi atingido. O ataque ocorreu minutos após o acordo mediado pelos EUA para reduzir as hostilidades na fronteira.

As forças armadas de Israel disseram que o veículo seguia de forma suspeita numa zona de combate ativa e que civis já tinham sido evacuados. Acrescentaram que atuam contra o Hezbollah, não contra o exército libanês, e que vão analisar o incidente.

Contexto diplomático e táticas na fronteira

A violência expõe a fragilidade da trégua que entrou em vigor em abril, com repetidas acusações mútuas de violações. Israel e Hezbollah atribuem-se responsabilidades pelos ataques, mantendo operações militares na região.

A recente proposta, apoiada pelos EUA, previa que o Hezbollah parasse ataques, recuasse junto à fronteira e permitisse o destacamento do exército libanês em zonas de segurança. O Hezbollah rejeitou-a, exigindo retirada total de Israel.

Repercussões e declarações oficiais

A tensão manteve-se elevada, com Israel a emitir novas ordens de evacuação para aldeias do sul e do leste. O Hezbollah afirmou ter atingido forças israelitas na região. O presidente libanês, Joseph Aoun, denunciou a ofensiva como violação da soberania.

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