Israel e Líbano acordaram esta quarta-feira em implementar um cessar-fogo entre as hostilidades que envolvem o Hezbollah e a criação de uma zona de segurança sob controlo exclusivo das Forças Armadas Libanesas. A informação foi anunciada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, que liderou a ronda de negociações.
O acordo impõe a “cessação completa” dos ataques por parte do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irão, e a retirada de elementos do grupo do Setor Sul de Litani, área sob domínio israelita no sul do Líbano. O texto divulgado aponta para zonas piloto, sem detalhar o funcionamento.
Os Estados Unidos destacaram que os países rejeitam qualquer tentativa de manter o futuro do Líbano como refém. O anúncio ocorre após ataques israelitas terem causado pelo menos nove mortos no sul do Líbano e mísseis terem sido lançados pelo Hezbollah contra o norte de Israel.
Este é o quarto ciclo de negociações diplomáticas entre representantes libaneses e israelitas para tentar um cessar-fogo. Em março, Israel já invadiu o Líbano na perseguição ao Hezbollah, que apoiou o Irão com lançamentos de mísseis.
O Hezbollah é um grupo militar xiita que atua no meu país vizinho, envolvido em vários conflitos com Israel. A designação como organização terrorista permanece em várias jurisdições, incluindo Israel e outros estados.
Contexto e próximos passos
As autoridades norte-americanas não adiantaram um calendário para a implementação prática das zonas de segurança. Diplomatas devem continuar a monitorizar o cumprimento das condições, com foco na retirada de operativos do sul libanês.
A coordenação entre as partes envolve questões logísticas e de supervisão, com o objetivo de reduzir confrontos e evitar escaladas regionais. O Departamento de Estado reiterou o compromisso com uma solução estável e duradoura.
Até ao momento não há detalhes sobre mecanismos de verificação, nem sobre o papel das Forças de Segurança Libanesas na supervisão das áreas acordadas. As negociações continuam sob a égide de intervenientes internacionais.
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