- Os Estados Unidos dizem ter atacado uma instalação militar iraniana em resposta a lançamentos de mísseis do Irão contra o Kuwait e o Bahrein, com dois projéteis a desintegrar-se no Kuwait e os restantes interceptados no Bahrein.
- O Comando Central dos Estados Unidos afirma ter golpeado uma estação de controlo terrestre iraniana na ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz.
- A Guarda Revolucionária do Irão afirma ter visado o quartel-general da Quinta Esquadra da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein e outro alvo, sem mencionar o Kuwait.
- Os relatos indicam que o Irão tenha interrompido contactos com mediadores sobre uma possível extensão do cessar-fogo, embora o presidente dos EUA afirme que as negociações continuam.
- As tensões entre EUA e Irão ocorrem num contexto de combate no Líbano entre Israel e a milícia Hezbollah, apoiada pelo Irão, com implicações para as negociações de cessar-fogo.
O Comando Central dos EUA informou que respondeu a ataques do Irão com mísseis dirigidos ao Kuwait e ao Bahrain, tendo dois projéteis desintegrado-se em voo. Outras fontes indicam que os mísseis visavam o Bahrain e foram intercetados pela defesa aérea.
Em resposta, as forças norte-americanas alegam ter atingido uma instalação de controlo terrestre iraniana na ilha de Qeshm, situada no estreito de Ormuz. O objetivo, segundo o comando, era degradar capacidades de comando e controlo do adversário.
Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado o quartel-general da 5.ª Esquadra da Marinha dos EUA no Bahrain e outro alvo não identificado, sem mencionar o Kuwait. A entidade dijo ter reagido ao disparo de um míssil atribuído aos EUA contra a casa das máquinas de um petroleiro.
As informações iranianas, consideradas próximas da Guarda, surgem num contexto de tensões crescentes associadas ao conflito no Médio Oriente, embora os relatos sobre uma suspensão de contactos com mediadores permaneçam contested pelos EUA.
Trump afirma que negociações prosseguem
O presidente dos EUA, Donald Trump, assegurou via redes sociais que as negociações continuam, classificando como falsas as notícias de interrupção. Garantiu que o diálogo tem ocorrido de forma contínua nos últimos dias.
O secretário de Estado, Marco Rubio, não comentou a alegada rutura durante uma audição no Congresso, mantendo um tom cauteloso sobre o acesso a um acordo aceitável no campo nuclear.
O Irão tem pressionado por um cessar-fogo que inclua o estreito de Ormuz, perspetiva associada a libertar o tráfego de petróleo e gás. Washington mantém a posição de que a frente sobre o Irão é distinta da luta no Líbano com o apoio de Teerão à milícia Hezbollah.
Paralelamente, há relatos de que Israel e EUA veem com cuidado o avanço militar no Líbano, onde as operações se têm intensificado, embora as partes envolvidas desta frente descrevam-nas como separadas das negociações com o Irão.
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