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ONU diz que 58 estados e territórios estão contaminados por minas terrestres

ONU alerta que minas terrestres continuam a contaminar 58 estados; em 2024 ceifaram 945 vidas e feriram 4 325, maioritariamente civis

Mina terrestre POMZ-2M de fabrico soviético detetada num campo minado em Siem Reap, 10 de junho de 2025
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  • Em 2024, minas terrestres e outros engenhos explosivos causaram pelo menos 945 mortos e 4.325 feridos, segundo o Landmine and Cluster Munition Monitor.
  • Pelo menos 58 Estados e territórios estão contaminados por minas antipessoal, informou o alto-comissário da ONU para os direitos humanos.
  • Civis representaram cerca de 90% das vítimas em 2024; crianças respondem a mais de 40% das vítimas civis desde 1999.
  • Myanmar, Síria, Afeganistão e Ucrânia tinham o maior número de vítimas em 2024; outros com mais de duas centenas de vítimas incluem Nigéria, Mali, Iémen e Burkina Faso.
  • A Convenção de Ottawa tem 162 Estados-parte; vários países não são membros ou retiraram-se, enquanto o Líbano aderiu recentemente; o financiamento ao Fundo da ONU para assistência contra minas caiu de 125 milhões de dólares para 46 milhões nos sete anos até 2025.

A ONU aponta que pelo menos 58 Estados e territórios estão contaminados por minas antipessoais. Em 2024, as minas e outros engenhos explosivos de guerra provocaram ao todo 945 mortes e 4 325 ferimentos, segundo o relatório Landmine and Cluster Munition Monitor.

O alto comissariado para os Direitos Humanos, Volker Türk, afirmou que as baixas civis são significativas em Myanmar, Síria, Afeganistão e Ucrânia. O toque humano, disse, é que tantas vítimas são civis décadas após a colocação das minas.

Türk apresentou um relatório com base em informações de governos, ONG, organizações humanitárias e sociedade civil. O documento destaca que 2024 teve uma estimativa elevada de vítimas por minas remanescentes.

Entre os dados, cerca de 90% das vítimas em 2024 tinham estatuto civil. Myanmar registou 2 029 vítimas, a Síria 1 015, o Afeganistão 624 e a Ucrânia, Nigéria, Mali, Iémen e Burkina Faso registaram cada um mais de 200 casos.

Além dos mortos e feridos, as minas tornam áreas inteiras inabitáveis, dificultam direitos, alongam deslocamentos e impedem uso agrícola. O gabinete de Türk reforça o impacto prolongado nas comunidades.

A Campanha Internacional para a Proibição de Minas indicou que, em 2025, minas e engenhos explosivos deixaram para trás mais de 5 000 mortos ou feridos, com maioria de civis. O dado reforça a urgência de ações de prevenção.

Em relação ao tratado, o Relator observou que 162 Estados são parte da Convenção de Ottawa. Contudo, países com arsenais significativos não são todos membros, incluindo casos de retirada recente.

Estónia, Finlândia, Letónia, Lituânia e Polónia deixaram o tratado, enquanto a Ucrânia suspendeu a sua aplicação. Türk apelou para que estes Estados ratifiquem ou retomem a adesão sem demora.

O comunicado também assinala a importância de reforçar cooperação para a remoção de minas já existentes. O Líbano foi citado pela sua recente adesão à Convenção de Ottawa, apesar do contexto regional de conflito.

Segundo o relatório, as contribuições para o Fundo Fiduciário Voluntário das Nações Unidas diminuíram entre 2019 e 2025, de 125 milhões de dólares para 46 milhões. A queda sinaliza desafios de financiamento.

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