- O Kuwait suspendeu voos comerciais após drones iranianos danificarem o aeroporto e provocarem ferimentos, numa escalada das tensões com os EUA.
- O terminal de passageiros do Aeroporto Internacional do Kuwait foi visado por “vários drones hostis”, provocando danos graves na estrutura.
- Em paralelo, mísseis iranianos teriam atingido Kuwait e Bahrein; os EUA disseram ter atacado uma base militar iraniana em retaliação.
- O Irão afirmou ter visado o quartel-general da Quinta Esquadra da Marinha dos EUA no Bahrein; o Comando Central dos EUA disse ter abatido drones que visavam forças americanas no Kuwait.
- O Bahrein afirmou ter interceptado três mísseis e vários drones lançados pelo Irão; a situação ocorre num contexto de negociações sobre o Iraque de ações no Golfo e no estreito de Ormuz.
O Kuwait suspendeu voos comerciais após drones iranianos causarem danos no Aeroporto Internacional do Kuwait, ferindo várias pessoas. A informação foi divulgada pelo porta-voz do Ministério da Defesa, brigadeiro-general Saud Abdulaziz Al-Otaibi.
O aeroporto, que já tinha estado encerrado em fevereiro devido a conflitos na região, retomou atividades na última semana, mas voltou a suspender operações. A Kuwait Airways pediu para fazer novas avaliações antes de retomar atividades.
Segundo a defesa kuwaitiana, vários drones hostis atingiram o terminal de passageiros, provocando danos estruturais graves e ferimentos entre passageiros e equipa. A situação elevou o nível de alerta no país.
Ataques e reposta
Na noite de terça-feira, os EUA lançaram ataques contra uma instalação militar iraniana em retaliação aos mísseis disparados contra o Kuwait e o Bahrein. O Irão afirmou ter visado a base da 5.ª Esquadra da Marinha dos EUA no Bahrein.
O Comando Central dos EUA informou ter abatido vários drones que visavam forças norte-americanas no Kuwait, enquanto o Bahrein disse ter interceptado três mísseis e diversos drones. Países da região ajuizam ações de defesa frente à escalada.
O IRGC afirmou ter atingido o quartel-general da 5.ª Esquadra no Bahrein e outra posição não especificada, em resposta a um suposto ataque norte-americano a uma casa de máquinas de um petroleiro ligado ao Irão. O IRGC disse que o ataque não foi dirigido ao Kuwait.
O Comando Central indicou ainda ter alvejado uma estação de controlo terrestre iraniana na ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz, como parte das retaliações.
Contexto regional
Dados preliminares apontam para uma deterioração das conversas entre mediadores sobre um cessar-fogo na região, com relatos contraditórios sobre contatos do Irão. Donald Trump classificou essas informações como falsas, afirmando que as negociações prosseguem.
Os EUA pressionam pela redução do poder iraniano no estreito de Ormuz e pelo futuro das reservas de urânio. O Irão nega intenções de construir uma arma nuclear, mantendo a exigência de estabilizar a região sem bloqueios adicionais ao comércio regional.
A tensão permanece associada ao conflito entre Israel e o Líbano, com aliadas regiões interligadas. O Irão sustenta o apoio ao Hezbollah, enquanto os EUA e Israel afirmam que a situação é distinta da crise nuclear.
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