- A Guarda da Revolução Islâmica do Irão anunciou ter atacado uma base aérea dos EUA, em retaliação a um ataque norte-americano anterior, durante negociações em curso entre os dois países.
- O ataque ocorreu às 4.50 horas (2.20 em Portugal continental), segundo comunicado divulgado pela agência Tasnim; a localização da base não foi especificada.
- A mensagem avisa que a agressão não ficará impune e que, se se repetir, a resposta será ainda mais contundente.
- Anteriormente, fontes citadas pela imprensa tinham indicado que os EUA atacaram instalações no sul do Irão e abateram quatro drones lançados contra navios, numa operação alegadamente de autodefesa.
- Antes do anúncio, o Irão bloqueou a passagem pelo estreito de Ormuz a quatro embarcações dos EUA, que teriam sido obrigadas a parar e recuar após tiros de aviso da Marinha iraniana; o conflito completa três meses, com negociações para encerrar o confronto e reabrir Ormuz.
O irão Anunciou que a Guarda da Revolução Islâmica (IRGC) lançou um ataque contra uma base aérea dos EUA, em retaliação a uma ofensiva norte-americana anterior. O ataque ocorreu às 4h50 locais (2h20 em PT), após um bombardeio dos EUA perto do aeroporto de Bandar Abbas. A localização exata da base norte-americana não foi especificada.
A IRGC afirmou que a operação serve como aviso sério de que a agressão não ficará impune, e que uma repetição trará uma resposta ainda mais contundente. O comunicado foi divulgado pela agência Tasnim, próxima do corpo militar.
Anteriormente, fontes norte-americanas indicaram que as forças dos EUA atacaram instalações no sul do Irão e abateram quatro drones lançados contra navios, numa operação apresentada como autodefesa. Em paralelo, o Irão reportou que bloqueou a passagem pelo estreito de Ormuz para quatro embarcações dos EUA.
Fontes iranianas acrescentaram que, durante o incidente em Bandar Abbas, quatro embarcações tentaram atravessar o estreito sem autorização e foram obrigadas a parar e recuar após tiros de aviso da Marinha iraniana. O Irão e os EUA completam três meses de conflito, com negociações em curso para encerrar a guerra e reabrir Ormuz.
Contexto e negociações
A ofensiva de madrugada intensifica a tensão entre as duas partes, que mantêm conversações para encerrar o conflito. O estreito de Ormuz continua a ser um ponto-chave para o comércio energético mundial, cuja abertura é uma das condições discutidas.
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