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Primeiro-ministro de Israel confirma interceção de flotilha para Gaza

Netanyahu confirma interceção de nova flotilha para Gaza, classificada de maliciosa; activistas serão transferidos para navio-prisão em Ashdod, sem divulgação de detenidos.

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  • O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou a interceptação de uma nova flotilha para Gaza, considerando-a uma iniciativa maliciosa.
  • Os participantes serão transferidos para um grande navio de carga, classificado como navio-prisão, e levados para o porto de Ashdod; o número de detidos e de embarcações intercetadas não foi divulgado.
  • A operação ocorreu ao largo da costa de Chipre, tendo já sido interceptadas mais de cinquenta embarcações nas primeiras horas.
  • A flotilha Global Sumud partiu de Marmaris, na Turquia, com mais de cinquenta barcos; dois médicos portugueses, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, estavam a bordo do Tenaz, e não se sabe se este foi intercetado.
  • A Turquia condenou a intervenção, classificando-a como pirataria, e pediu a libertação imediata dos participantes, promovendo cooperação para o regresso seguro aos seus países.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou a interceção de uma nova flotilha com destino a Gaza, acusando-a de ser uma iniciativa maliciosa. O ministro declarou à equipa da marinha responsável pela operação, em comunicado do seu gabinete, que a missão prosseguiria até ao fim.

Segundo as informações, os navios da frota serão trasladados para um grande navio de carga, designado como navio-prisão, e depois encaminhados ao porto de Ashdod. Ainda não há, contudo, números oficiais sobre o total de detidos ou de embarcações intercetadas.

A intervenção ocorre após a confirmação de interceptações ao largo da costa de Chipre, parte integrante da última vaga da Global Sumud Flotilla, que inclui dois médicos portugueses, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias, a bordo do Tenaz. Não está claro se o Tenaz foi intercetado.

Mais de 50 embarcações partiram do porto de Marmaris, na Turquia, na semana anterior, num arranque descrito pelos organizadores como etapa final da viagem até Gaza. A flotilha visa quebrar o bloqueio naval imposto por Israel.

Na transmissão ao vivo da Global Sumud Flotilla, ativistas mostraram coletes salva-vidas e ergueram as mãos quando se aproximou uma embarcação com tropas israelitas. A força de intervenção abordou o navio, interrompendo de imediato a transmissão.

Pelo menos 17 barcos constavam na interceptação nas primeiras três horas da operação, segundo o monitor de atividades da Global Sumud. As embarcações foram apanhadas a 250 milhas náuticas (463 km) da costa de Gaza, em pleno dia.

Reação internacional

O governo turco condenou a ação e apelou ao fim imediato da intervenção, classificando-a como pirataria. O Ministério dos Negócios Estrangeiros exigiu a libertação imediata dos participantes intercetados e afirmou apoiar o retorno seguro aos cidadãos turcos.

Ancara pediu uma posição conjunta da comunidade internacional contra as ações israelitas. O comunicado turco indicou que vários cidadãos da flotilha precisam de assistência para regressar ao país e que a situação está a ser acompanhada em cooperação com outros Estados.

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