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Ofensiva israelita continua apesar da prorrogação da trégua libanesa

Ataques aéreos israelitas continuam no sul do Líbano, mesmo com a extensão da trégua; Aoun afirma que fará o impossível para parar a guerra

Presidente libanês Joseph Aoun
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  • A sequência de ataques aéreos israelitas atingiu as cidades libanesas Zawtar al-Gharbia, Harouf, Zebdin-Shokin, Kafr Rumman e Kafdounin, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA).
  • O presidente libanês, Joseph Aoun, disse que irá fazer “o possível” para terminar a guerra e reiterou o quadro negocial do Líbano: retirada de território israelita, cessar-fogo, destacamento do exército na fronteira, regresso das pessoas deslocadas e ajuda económica ao Líbano.
  • Aoun pediu aos agricultores que valorizem a terra e anunciou que continuará a pressionar para abrir mercados na Arábia Saudita e apoiar os produtores libaneses.
  • Os Estados Unidos anunciaram uma prorrogação do cessar-fogo por 45 dias; haverá reuniões entre as delegações do Líbano e de Israel, seguidas de negociações políticas.
  • O Hezbollah rejeita as conversações diretas sobre desarmamento;no terreno, o exército israelita mantém avisos de evacuação e continua ataques, com o total de mortos desde o início da guerra já superior a 2.900.

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou na segunda-feira que fará tudo o que puder para pôr fim à guerra no país. Em reunião no palácio presidencial com um deputado e uma delegação de sindicatos agrícolas, reforçou que o quadro negocial com Israel é firme, prevendo a retirada de território ocupado, cessar-fogo, destacamento do exército na fronteira, regresso de deslocados e apoio económico ao Líbano.

A NNA, agência oficial libanesa, reportou uma vaga de ataques aéreos israelitas nas cidades de Zawtar al-Gharbia, Harouf, Zebdin-Shokin, Kafr Rumman e Kafdounin, bem como nos arredores de Deir Saryan. Os bombardeamentos ocorrem num contexto de prorrogação do cessar-fogo, que entrou em vigor recentemente.

Avanços diplomáticos e avisos no terreno

O retorno das negociações estratégicas envolve reuniões militares entre o Líbano e Israel programadas para 29 de maio, seguidas de conversações políticas nos dias 2 e 3 de junho, conforme anúncio dos EUA. O objetivo permanece um acordo político de longo prazo.

Washington anunciou a prorrogação do cessar-fogo por 45 dias, alinhando-se com a terceira ronda de conversações diretas entre Beirute e Telavive. O Hezbollah, contudo, rejeita as negociações diretas que incluam o desarmamento do grupo.

Além disso, o exército israelita manteve avisos diários de evacuação para aldeias no sul, incluindo áreas mais afastadas da linha de fronteira. Os avisos visam civis que se refugiam em zonas próximas à fronteira.

Contexto no terreno

Na frente de combate, Israel continua a atacar posições consideradas relacionadas com o Hezbollah e a realizar operações de demolição ao longo da fronteira. Criam-se assim condições de deslocação de civis para áreas seguras, segundo relatos locais.

No território libanês, houve ataques que resultaram em várias mortes, incluindo um líder de um grupo palestiniano, num ataque a Baalbek. O balanço oficial aponta para mais de 2900 mortos desde o início dos confrontos, com mais de 400 desde a entrada em vigor da trégua.

Perspetivas e impactos

As autoridades libanesas destacam o custo humano e económico do conflito, enfatizando a necessidade de um acordo estável para evitar novas ondas de violência. Ao mesmo tempo, permanecem as dúvidas sobre a viabilidade de desarmamento do Hezbollah dentro das negociações atuais.

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