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Zelensky afirma que Rússia avalia atacar países da NATO a partir da Bielorrússia

Zelensky afirma que a Rússia visa usar a Bielorrússia para atacar o Norte da Ucrânia ou países da NATO; retaliação já em curso contra infraestruturas energéticas

Ukraine's President Volodymyr Zelenskiy pays tribute to victims, who were killed in an apartment building damaged during yesterday's Russian missile and drone strike, amid Russia's attack on Ukraine, in Kyiv, Ukraine in this handout picture released May 15, 2026. Press service of the State Emergency Service of Ukraine in Kyiv/Handout via REUTERS
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  • Zelensky acusa a Rússia de tentar envolver a Bielorrússia num ataque ao Norte da Ucrânia ou a um país da NATO, a partir território bielorrusso, com alegações de contactos entre a Rússia e o líder bielorrusso, Alexander Lukashenko.
  • O Presidente ucraniano diz que vai reforçar as defesas em Chernihiv e em Kyiv e adianta que a retaliação contra a Rússia já está em curso, com ataques a instalações petrolíferas e militares depois do ataque a um prédio em Kiev.
  • O ataque a Kiev encerrou um cessar-fogo de três dias mediado pelos EUA; Zelensky anunciou que a retaliação já ocorria, em paralelo com críticas ao potencial de negociação diplomática.
  • O Ministério da Defesa russo afirma ter realizado um ataque massivo contra a Ucrânia entre 12 e 15 de maio; a Ucrânia sustenta que Moscovo lançou mais de mil e quinhentos drones e dezenas de mísseis nesse período.
  • Na sexta-feira, Ucrânia viveu um dia de luto nacional com bandeiras a meia haste; cerca de vinte diplomatas estiveram presentes numa homenagem às vítimas. No sábado, a Rússia afirma controlar duas povoações na região de Kharkiv, com relatos de novos ataques a Odessa e de um drone atingindo uma viatura da ONU em Kherson; houve também uma troca de prisioneiros de mais de doiscentos soldados ucranianos.

Volodymyr Zelensky disse que a Rússia almeja envolver ainda mais a Bielorrússia no conflito, com planos para atacar o Norte da Ucrânia ou outro país da NATO a partir do território bielorrusso. A afirmação surgiu numa reunião com responsáveis militares e de serviços de informação.

Zelensky afirmou ter provas de contactos entre a Rússia e o líder bielorrusso, Alexander Lukashenko, para pressionar a participação em novas operações russas. Não foram dadas mais informações sobre os detalhes dessas comunicações.

A Bielorrússia faz fronteira com a Ucrânia ao sul e com membros da NATO ao norte e oeste. Nem Moscovo nem Minsk comentaram as declarações do presidente ucraniano, que descreveu as negociações como um esforço de influência para ampliar o conflito.

Lançaram-se ainda informações sobre a promessa de retaliação. Zelensky ordenou reforços nas defesas de Chernihiv e Kiev e indicou que ataques a infraestruturas russas já estavam a acontecer, em resposta ao ataque a um prédio de Kiev com um míssil recente.

O ataque a um prédio de habitação em Kiev, que resultou em 24 mortos, incluindo três crianças, ocorreu numa altura em que era esperado o fim de um cessar-fogo de três dias mediado pelos EUA. Zelensky afirmou que a Ucrânia não permitirá impunidade aos ataques.

O cessar-fogo, encerrado com o ataque, foi analisado por figuras internacionais, incluindo Donald Trump, que comentou a viagem de regresso da China. O episódio pode afetar os esforços diplomáticos para uma solução pacífica do conflito.

O Ministério da Defesa russo confirmou ataques contra a Ucrânia entre 12 e 15 de maio, com alegados ataques de mais de 1500 drones e dezenas de mísseis. A Ucrânia afirma que o volume de ofensivas foi elevado nesse período.

Na sexta-feira, a Ucrânia assinou um dia de luto nacional, com bandeiras a meia haste em Kiev. Diplomas franceses presentes na cerimónia reforçaram a leitura de que não há vontade de negociações de paz entre as partes.

Neste sábado, as forças russas reclamaram controlo de duas povoações na região de Kharkiv. Relatos indicam ataques a Odessa que afetaram infraestrutura energética e habitações. Um veículo da ONU dedicado a ajuda foi alegadamente atingido por drone em Kherson.

Paralelamente, houve uma troca de prisioneiros entre os dois países, com mais de 200 militares ucranianos a regressarem ao país. A operação ocorreu num contexto de tensões agravadas na região.

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