- Zelensky acusa a Rússia de tentar envolver a Bielorrússia num ataque ao Norte da Ucrânia ou a um país da NATO, a partir território bielorrusso, com alegações de contactos entre a Rússia e o líder bielorrusso, Alexander Lukashenko.
- O Presidente ucraniano diz que vai reforçar as defesas em Chernihiv e em Kyiv e adianta que a retaliação contra a Rússia já está em curso, com ataques a instalações petrolíferas e militares depois do ataque a um prédio em Kiev.
- O ataque a Kiev encerrou um cessar-fogo de três dias mediado pelos EUA; Zelensky anunciou que a retaliação já ocorria, em paralelo com críticas ao potencial de negociação diplomática.
- O Ministério da Defesa russo afirma ter realizado um ataque massivo contra a Ucrânia entre 12 e 15 de maio; a Ucrânia sustenta que Moscovo lançou mais de mil e quinhentos drones e dezenas de mísseis nesse período.
- Na sexta-feira, Ucrânia viveu um dia de luto nacional com bandeiras a meia haste; cerca de vinte diplomatas estiveram presentes numa homenagem às vítimas. No sábado, a Rússia afirma controlar duas povoações na região de Kharkiv, com relatos de novos ataques a Odessa e de um drone atingindo uma viatura da ONU em Kherson; houve também uma troca de prisioneiros de mais de doiscentos soldados ucranianos.
Volodymyr Zelensky disse que a Rússia almeja envolver ainda mais a Bielorrússia no conflito, com planos para atacar o Norte da Ucrânia ou outro país da NATO a partir do território bielorrusso. A afirmação surgiu numa reunião com responsáveis militares e de serviços de informação.
Zelensky afirmou ter provas de contactos entre a Rússia e o líder bielorrusso, Alexander Lukashenko, para pressionar a participação em novas operações russas. Não foram dadas mais informações sobre os detalhes dessas comunicações.
A Bielorrússia faz fronteira com a Ucrânia ao sul e com membros da NATO ao norte e oeste. Nem Moscovo nem Minsk comentaram as declarações do presidente ucraniano, que descreveu as negociações como um esforço de influência para ampliar o conflito.
Lançaram-se ainda informações sobre a promessa de retaliação. Zelensky ordenou reforços nas defesas de Chernihiv e Kiev e indicou que ataques a infraestruturas russas já estavam a acontecer, em resposta ao ataque a um prédio de Kiev com um míssil recente.
O ataque a um prédio de habitação em Kiev, que resultou em 24 mortos, incluindo três crianças, ocorreu numa altura em que era esperado o fim de um cessar-fogo de três dias mediado pelos EUA. Zelensky afirmou que a Ucrânia não permitirá impunidade aos ataques.
O cessar-fogo, encerrado com o ataque, foi analisado por figuras internacionais, incluindo Donald Trump, que comentou a viagem de regresso da China. O episódio pode afetar os esforços diplomáticos para uma solução pacífica do conflito.
O Ministério da Defesa russo confirmou ataques contra a Ucrânia entre 12 e 15 de maio, com alegados ataques de mais de 1500 drones e dezenas de mísseis. A Ucrânia afirma que o volume de ofensivas foi elevado nesse período.
Na sexta-feira, a Ucrânia assinou um dia de luto nacional, com bandeiras a meia haste em Kiev. Diplomas franceses presentes na cerimónia reforçaram a leitura de que não há vontade de negociações de paz entre as partes.
Neste sábado, as forças russas reclamaram controlo de duas povoações na região de Kharkiv. Relatos indicam ataques a Odessa que afetaram infraestrutura energética e habitações. Um veículo da ONU dedicado a ajuda foi alegadamente atingido por drone em Kherson.
Paralelamente, houve uma troca de prisioneiros entre os dois países, com mais de 200 militares ucranianos a regressarem ao país. A operação ocorreu num contexto de tensões agravadas na região.
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