- EUA e Israel preparam novos ataques ao Irão para a próxima semana, segundo o New York Times, com alvos em estruturas militares e infraestruturas críticas.
- A ofensiva deve ser ainda mais intensiva que os ataques anteriores ao cessar-fogo, e aguarda autorização de Donald Trump.
- Além dos bombardeamentos, vão enviar tropas de elite para retirar o urânio enriquecido enterrado nos escombros, cerca de 450 quilos a 60 por cento de pureza.
- A operação inclui tomar a ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, o principal centro de exportação iraniano.
- O eventual regresso de hostilidades ocorre num contexto de negociações de paz estagnadas, com Teerão a defender o direito a um programa nuclear civil e pacífico.
O jornal estadounidense New York Times indica que os Estados Unidos e Israel preparam novos ataques ao Irão para a próxima semana. As ações visam estruturas militares e infraestruturas críticas, com uma intensidade superior à registada antes do cessar-fogo de abril.
Segundo o mesmo jornal, a ofensiva incluirá envio de tropas terrestres para retirar material nuclear enterrado nos escombros. Estão em causa cerca de 450 quilos de urânio enriquecido a 60%, mantidos pelo Irão, cuja purificação até 90% é vista como necessária para um armamento nuclear.
A operação deverá envolver tropas de elite dos dois países e é apontada como de alto risco, com potencial de baixas. Além disso, a ofensiva prevê a tomada da ilha de Kharg, no Golfo Persa, principal centro de exportação iraniano.
Contexto político
Benjamin Netanyahu afirmou recentemente que ainda há trabalho a fazer no Irão, enquanto o Presidente dos EUA reiterou a necessidade de eliminar a ameaça nuclear. Os gestores da ofensiva sustentam que o Irão não pode deter uma arma nuclear, segundo declarações feitas em diferentes palcos internacionais.
As negociações de paz entre EUA e Irão encontram-se estagnadas, em parte devido à posição iraniana de manter o direito ao programa nuclear com fins civis e pacíficos. O diálogo tem sido mediado pelo Paquistão.
Fontes próximas ao tema não confirmam oficialmente as operações, que permanecem em análise e dependentes de autorizações finais. As informações refletem relatos de várias fontes que acompanham o caso.
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