- Um ataque aéreo israelita matou Azzam al-Hayya, de 32 anos, filho do principal negociador do Hamas, Khalil al-Hayya, em Cidade de Gaza, durante as conversações mediadas pelos Estados Unidos.
- Na quinta-feira, autoridades de saúde disseram que pelo menos três agentes das forças de segurança morreram e outros ficaram feridos num ataque a um posto policial na Cidade de Gaza.
- O Exército de Israel afirmou ter bombardeado um centro de comando do Hamas no norte da Faixa de Gaza, alegando que lá estavam combatentes prontos a realizar ataques contra Israel.
- Delegados do Hamas reuniram-se no Cairo com mediadores regionais, incluindo o director-geral do Conselho de Paz, para avançar com a segunda fase do plano para Gaza.
- O Hamas rejeita que a implementação da segunda fase aconteça sem o cumprimento das obrigações por parte de Israel e o cessar total dos ataques à Faixa de Gaza.
Um ataque aéreo israelita matou Azzam al-Hayya, filho do principal negociador do Hamas, Khalil al-Hayya, na Cidade de Gaza. A morte ocorreu na noite de quarta-feira, segundo fontes de saúde e do Hamas citadas pela Reuters. Um funeral ocorreu nesta quinta-feira.
O Hamas afirma que o ataque é parte de uma estratégia israelita para pressionar a delegação do movimento que está no Cairo, em negociações mediadas pelos EUA para salvaguardar a trégua. A delegação permanece no Cairo a trabalhar com mediadores regionais.
Pelo menos três agentes de segurança morreram num ataque israelita a um posto na Cidade de Gaza, informou o Ministério do Interior. O Exército de Israel sustenta ter atingido um centro de comando do Hamas no Norte da Faixa de Gaza, onde alegadamente havia combatentes a preparar ataques.
Khalil al-Hayya, pai de sete filhos, já sofreu várias tentativas de assassinato. Em declarações à Al Jazeera, o Hamas acusou Israel de tentar minar os esforços de mediação para uma solução apoiada pela Administração Trump e pelo Conselho de Paz.
Na semana, representantes do Hamas reuniram-se no Cairo com mediadores regionais e com Nickolay Mladenov, diretor-geral do Conselho de Paz, para avançar a segunda fase do plano de Gaza. O acordo de outubro previa retirada de tropas e desarmamento, mas há discórdia sobre a implementação.
Desde 10 de outubro, data do cessar-fogo, Israel terá morto pelo menos 837 palestinianos na Faixa de Gaza, durante 209 dias. O Hamas sustenta que o descalabro humano é incompatível com qualquer perspetiva de acordo, enquanto Israel tenta justificar os ataques como combate ao Hamas.
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