O presidente dos EUA anunciou a suspensão, por um curto período, da operação de escolta de navios no estreito de Ormuz, conhecida como Projecto Liberdade. A pausa foi comunicada na noite de terça-feira, 5 de maio, após menos de 48 horas de missão em curso, num contexto de tensões na região.
Segundo Trump, o bloqueio da Marinha norte-americana permanece em vigor, mas o progresso dos negotiations com o Irão motivou a pausa. O chefe de Estado alegou que há avanços significativos para um acordo total com Teerão e indicou que pedidos de outros países influenciaram a decisão.
Numa sequência de manifestações, a diplomacia chinesa manteve-se reservada. Abbas Araqchi, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, afirmou, em Pequim, que o Governo iraniano vai defender os seus direitos, aceitando apenas um acordo considerado justo e abrangente. O porta-voz iraniano não mencionou os “grandes progressos” referidos por Trump.
Cenário negocial
A atual proposta iraniana, apresentada aos EUA, assenta em 14 pontos. Entre as exigências contam-se a retirada militar norte-americana do Golfo e de Ormuz, o levantamento de sanções e o descongelamento de ativos iranianos no exterior. Também consta o pagamento de compensações e o fim de hostilidades no Líbano.
Na semana anterior, o Irão propôs adiar discussões sobre o seu programa nuclear para uma fase posterior. A Administração Trump não aceitou a possibilidade, reiterando a prioridade de impedir a produção de uma arma nuclear.
Repercussões na região
A notícia da pausa ocorreu numa altura de grande desconfiança por parte das companhias de transporte marítimo com as garantias de segurança do Pentágono. Emirados Árabes Unidos e navios com bandeiras francesas e sul-coreanas reportaram ataques iranianos, segundo relatos paralelos.
O Pentágono afirmou que a trégua de paz se mantém e que a via permanece navegável, apesar das tensões. Dados de monitorização indicam movimento reduzido de navios no estreito, área de importância estratégica para o comércio petrolífero global.
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