Forças israelitas destruíram parte de um convento católico em Yaroun, no sul do Líbano, numa operação realizada na sexta-feira e confirmada no dia seguinte por fontes católicas e pelo próprio Exército de Israel. O complexo, que incluía uma escola e uma clínica, estava parcialmente desativado à altura dos acontecimentos.
A superiora-geral das Irmãs da Ordem Basiliana do Santíssimo Salvador afirmou ter ouvido que foram usados bulldozers para a demolição, mas as autoridades israelitas negaram o uso de maquinaria pesada e disseram que a destruição foi parcial. Alegam que o local servia de infra-estrutura associada ao Hezbollah. A igreja libanesa rejeita a ideia de uso militar do edifício.
Neutro sobre a igreja
A Igreja Católica libanesa negou qualquer função militar do convento, enfatizando que lugares de culto não devem sofrer intervenções. O director do Centro de Informação Católico afirmou que o local serve à paz, educação e fé, não a operações de milícia.
Evacuações e contexto de combate
Neste domingo, Israel emitiu ordens de evacuação para 11 cidades e aldeias no sul do Líbano, pedindo deslocação para zonas seguras a pelo menos 1 km de habitações. As autoridades dizem que as ações visam o Hezbollah, após alegada violação de cessar-fogo de 17 de abril.
Bilhete de alerta e danos recentes
No sábado, a agência libanesa National News Agency informou mortes em ataques israelitas: sete mortos no sul do Líbano, em ataques a um veículo, a uma casa e a outra localização. A Associated Press cita a porta-voz israelita Ella Waweya, que indica registo de pelo menos 50 bombardeamentos nas últimas 24 horas contra o Hezbollah ou infra-estrutura associada.
Balanço e cessar-fogo
Segundo autoridades libanesas, desde 2 de março faleceram cerca de 2650 pessoas e 8100 ficaram feridas em toda a região. O Hezbollah mantém ataques com drones e rockets contra forças israelitas no sul do Líbano e no norte de Israel, mantendo o cessar-fogo em vigor, ainda que permeável.
Entre na conversa da comunidade