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Cabo Delgado: rebeldes destroem paróquia e sequestram civis em Ancuabe

Em Ancuabe, Cabo Delgado, rebeldes incendiaram a paróquia histórica de São Luís de Monfort e raptaram vinte e dois civis, agravando violência e medo

“[A paróquia] está completamente destruída. Eles queimaram tudo. Foi mesmo para destruir. É uma forma bárbara de fazer as coisas”, disse o bispo de Pemba
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  • Grupo jihadista destruiu completamente a paróquia de São Luís de Monfort, na aldeia Meza, distrito de Ancuabe, Cabo Delgado, após vandalizar e incendiar a igreja, a escola e a casa dos padres.
  • O ataque ocorreu na quinta-feira, entre as 16h e as 20h, conforme o bispo de Pemba.
  • Mais de vinte civis foram raptados pelos insurgentes; não há registo de feridos ou mortos.
  • A violência incluiu profanação de lugares e objetos sagrados, e os habitantes dizem ter ficado sem socorro das forças de segurança.
  • A paróquia foi construída em mil novecentos e quarenta e seis e é um símbolo da presença católica na região, que tem vindo a sofrer com ataques desde mil setecentos e dezassete.

Cabo Delgado sofreu novo ataque de um grupo insurgente que destruiu a paróquia histórica de São Luís de Monfort, em Meza, Ancuabe. O incidente ocorreu na quinta-feira, entre as 16h e as 20h, segundo o bispo de Pemba.

Antes de avançar para a paróquia, os jihadistas queimaram casas e vandalizaram o hospital local; depois destruíram a escola, a paróquia, a casa dos padres e a secretaria paroquial, afirmou o bispo.

Mais de 20 civis foram raptados durante o ataque; 22 foram obrigados a colaborar com a destruição e ouviram mensagens de ódio contra cristãos, descreveu o religioso. Não houve feridos confirmados.

Contexto

A paróquia de São Luís de Monfort, construída em 1946, é considerada um símbolo da presença católica na região, que enfrenta violência desde 2017. Dados da ACLED apontam repetidos ataques e milhares de mortos desde o início do conflito.

Segundo o bispo de Pemba, não houve socorro imediato e muitos moradores fugiram demobilizados pela violência. Estima-se que mais de 300 católicos tenham morrido na região, com numerosas igrejas atingidas ao longo dos anos.

Fonte: Diocese de Pemba, AIS e agências internacionais que acompanham a situação em Cabo Delgado.

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