- A ONU (UNAMA) confirmou dezenas de civis mortos ou feridos em ataques aéreos no leste do Afeganistão, incluindo a universidade de Asadabad, com Cabul a responsabilizar o Paquistão.
- O Governo afegão informou que sete civis morreram e 85 ficaram feridos na segunda-feira, em bombardeamentos e disparos de rockets na província de Kunar, junto à fronteira.
- O porta-voz do Governo afegão disse que os ataques atingiram residências de civis e a universidade, em Asadabad, a meio da tarde.
- O Ministério paquistanês da Informação negou ter visado zonas residenciais ou a universidade e classificou as acusações como mentiras descaradas.
- Islamabad acusa Cabul de abrigar combatentes paquistaneses; autoridades afegãs rejeitam a acusação, num contexto de violência intensificada desde 26 de fevereiro nas áreas fronteiriças.
Dezenas de civis ficaram feridos ou morreram em ataques aéreos no leste do Afeganistão, incluindo a universidade de Asadabad, segundo a ONU. A Missão das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) monitoriza ataques contra civis e não divulgou um número exato de vítimas. O governo afegão acusa o Paquistão.
O porta-voz do governo afegão, Hamdullah Fitrat, disse que os ataques na segunda-feira atingiram residências civis e a universidade de Asadabad, em Kunar, com sete civis mortos e 85 feridos. A ONU destacou a proteção de civis e de infraestruturas civis, incluindo instituições de ensino, em conformidade com o direito humanitário.
Acusações entre Kabul e Islamabad
O Ministério paquistanês da Informação rejeitou as acusações, afirmando que não houve visação de zonas residenciais ou da universidade e classificando as acusações como mentiras descaradas. Alunos relataram momentos de pânico durante as ações, com salas danificadas e janelas quebradas.
Um jornalista da AFP verificou danos em salas de aula e painéis solares do campus. Islamabad acusa Kabul de abrigar combatentes do movimento talibã paquistanês, que já realizou ataques mortais no Paquistão; as autoridades afegãs rejeitam a alegação.
Contexto regional
A violência tem aumentado desde 26 de fevereiro, quando bombardeamentos paquistaneses intensificaram-se na capital afegã e em zonas fronteiriças. A ONU e outras nações pedem respeito pelo direito internacional humanitário e proteção de civis.
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