- Um relatório da Consórcio de Proteção da Cisjordânia indica que colonos e soldados israelitas recorrem a violência sexual contra palestinianos na Cisjordânia.
- A violência envolve ameaças e abusos crónicos, muitas vezes sem consequências para os aggressors.
- Famílias inteiras são forçadas a abandonar as suas casas e terras para escapar à violência.
- As meninas são forçadas a abandonar a escola devido às ameaças e abusos.
- Em muitos casos, as pressões levam ao casamento precoce de meninas.
O Consórcio de Protecção da Cisjordânia revela, num relatório publicado nesta segunda-feira, que colonos e soldados israelitas recorrem a violência sexual contra palestinianos na Cisjordânia. O objetivo é intimidar e forçar deslocações de famílias inteiras.
Segundo o documento, abusos incluem ameaças, abusos crónicos e situações de violência que passam quase sempre impunes. Mulheres e crianças são apontadas como principais vítimas, com impactos no acesso a educação e a terras.
O relatório descreve que, em várias ocasiões, famílias são obrigadas a abandonar casas e terras para fugir a novas ameaças. O estudo aponta para padrões de violência que persistem ao longo do tempo e que dificultam a vida quotidiana dos palestinianos.
Contexto e implicações
As denúncias destacam que a violência sexual tem consequências para o bem-estar das comunidades e para o direito à habitação. As autoridades locais não confirmam de forma uniforme os casos mencionados no relatório. O consórcio diz ter reunido testemunhos de várias localidades da Cisjordânia.
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