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Cessar-fogo EUA-Irão à beira do colapso por impasse no Estreito de Ormuz

Cessar-fogo à beira do colapso, com negociações em Islamabad no limbo; EUA e Irão prontos a retomar hostilidades no Estreito de Ormuz, impactando o petróleo.

ARQUIVO: Pessoas de luto carregam bandeiras iranianas enquanto se reúnem durante um cortejo fúnebre em Teerão, a 1 de abril de 2026
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  • O cessar-fogo entre os EUA e o Irão aproxima-se do colapso, com as negociações de paz em Islamabad em atraso após o Irão se retirar da segunda ronda.
  • Washington e Teerão disseram estar prontos para retomar a guerra, à medida que o destino das conversações permanece incerto.
  • A retirada do Irão foi precipitada por um incidente com um navio de carga iraniano, alegadamente não cumprindo avisos dos EUA e tentando contornar o bloqueio portuário.
  • O bloqueio do Estreito de Ormuz, em resposta ao encerramento do estreito pelo Irão desde o fim de fevereiro, provocou subida nos preços mundiais do petróleo.
  • O preço do petróleo Brent ficou pouco acima de 95 dólares por barril, ainda assim superior ao início de fevereiro, após o abalo causado pelo impasse diplomático.

Acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão parece caminhar para o colapso, com as negociações de paz no Paquistão em suspenso após a retirada de Teerão da segunda ronda. Washington e Teerão mantêm a opção de retomar hostilidades, caso o impasse se prolongue.

A Casa Branca indicou que o vice-presidente, JD Vance, estaria preparado para regressar a Islamabad para liderar a delegação americana, que incluiria o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do antigo presidente. O objetivo era concluir o cessar-fogo em negociações que já enfrentavam dificuldades.

A retirada iraniana das conversações decorre também de uma apreensão norte-americana de um navio de carga iraniano a caminho de um porto, na sequência de um alerta não cumprido aos seus diferentes avisos. A Marinha dos EUA afirmou que o navio não cumpriu ordens para interromper o trânsito e tentou contornar o bloqueio.

O bloqueio, imposto após o Irão encerrar o Estreito de Ormuz no início da guerra, provocou subida dos preços do petróleo a nível global. O Irão considera o bloqueio uma violação do cessar-fogo, enquanto os EUA recusam esse argumento. O promotor da medida, Donald Trump, afirmou que a Marinha continuará a aplicar o bloqueio até a via ser reaberta.

A resposta iraniana também veio por via de mensagens públicas, com o presidente do parlamento iraniano a criticar a pressão de Washington e a afirmar que Teerão não aceitará negociações sob ameaça. Pequenos sinais de tensão surgem, com aliados no terreno a advertirem contra avanços militares.

As forças iranianas, nomeadamente a Guarda Revolucionária, reiteraram a posição de que qualquer passagem de navios pelo Estreito de Ormuz sem autorização pode sofrer ataques. O Estreito de Ormuz é uma vía estratégica que permite a passagem de cerca de um quinto do petróleo mundial, fertilizantes e outros produtos.

Entre os impactos económicos, o Brent viu oscilações associadas ao risco geopolítico, mantendo-se acima de 95 dólares por barril, face a valores próximos de 120 dólares antes do cessar-fogo. A volatilidade persiste, refletindo a incerteza sobre a continuidade das negociações.

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