- O Hezbollah afirmou que não irá respeitar acordos das negociações Líbano-Israel; o líder Naim Qassem pediu ao Líbano que cancele a reunião de negociações marcada para Washington.
- Embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos devem reunir-se em Washington na terça-feira para discutir negociações diretas entre os dois países.
- Qassem disse que as negociações são inúteis e exigem consenso libanês; Israel prefere concentrar-se em negociações formais com o Líbano, com quem está tecnicamente em guerra há décadas.
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o objetivo é desmantelar as armas do Hezbollah e alcançar um acordo de paz duradouro.
- Desde 2 de março, a guerra já provocou mais de dois mil mortos e deslocou mais de um milhão de pessoas no Líbano, com o Hezbollah a manter-se no terreno.
O Hezbollah afirmou que não cumprirá qualquer acordo resultante das negociações entre Líbano e Israel. O líder do grupo, Naim Qassem, pediu ao Líbano que cancele a reunião prevista em Washington, na terça-feira, reiterando a rejeição de negociações diretas com Israel. A declaração foi veiculada pela televisão.
Embaixadores libanês e israelita deverão reunir-se em Washington para debater negociações diretas entre os dois países. Beirute indica que, prioritariamente, deseja um cessar-fogo no conflito com o Hezbollah; Telavive, por sua vez, prefere manter o foco em negociações formais de paz com o Líbano.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o objetivo é o desmantelamento das armas do Hezbollah e a obtenção de um acordo de paz duradouro. O Hezbollah justifica as ações como preventivas, afirmando que Israel planeava uma segunda batalha contra o Líbano e a reorganização da dissuasão.
Horas após anúncios de uma trégua entre Teerão e Washington, Israel realizou mais de 100 ataques no Líbano, incluindo regiões centrais de Beirute. Naim Qassem reforçou que o grupo não se renderá, assegurando que permanecerá no terreno até ao último suspiro.
Contexto da guerra
Wafiq Safa, membro do conselho político do Hezbollah, explicou que as ações do grupo foram tomadas para impedir o que descreveu como uma nova ofensiva de Israel contra o Líbano. Safa negou acordos prévios com o Irã sobre a entrada na guerra em caso de ataque iraniano.
Desde 2 de março, o Hezbollah tem disparado mísseis para além da fronteira, levando Telavive a responder com bombardeamentos aéreos e incursões terrestres. O conflito já provocou deslocamentos de mais de 1 milhão de pessoas no Líbano e mais de 2 mil mortos, incluindo civis e profissionais de saúde.
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