O bloqueio naval dos EUA aos portos do Irão começou a vigorar, com o Governo norte-americano a avisar que navios de ataque que se aproximem serão eliminados. O CENTCOM confirmou o início de todas as operações no Golfo, incluindo zonas costeiras iranianas.
Trump afirmou nas redes sociais que o regime iraniano está sob pressão e que navios de ataque rápidos não representam grande ameaça; assegurou que qualquer aproximação ao bloqueio seria enfrentada com o mesmo sistema letal usado contra traficantes no mar.
O Serviço de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) reportou avisos de que o bloqueio se aplica a todo o tráfego, independentemente da bandeira. Analistas veem o movimento como tentativa de privar Teerã de receitas.
Estreito de Ormuz e impactos
Entre as implicações, a rota do Estreito de Ormuz fica sob pressão, já que o presidente tinha anunciado a intenção de fechar a passagem estratégica para o petróleo. O cenário surgiu após negociações de paz com Teerã contempladas por delegações internacionais terem terminado sem acordo.
Os preços do petróleo reagiram, com o Brent e o WTI a subir, ultrapassando os 100 dólares por barril. O aumento ocorre após uma trégua que não se consolidou e que não levou a um acordo permanente para acabar com o conflito.
Apesar do reforço do bloqueio, não há indicações de retomar o conflito armado de forma imediata. O cessar-fogo vigente desde a semana passada permanece como referência para muitos mercados e governos.
Reações internacionais
Entre aliados da NATO, a Espanha criticou a estratégia naval, considerando-a sem sentido. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, deixou claro que o Reino Unido não aderirá ao bloqueio. Um esforço francês e britânico foi anunciado para organizar uma missão multinacional pacífica para proteger o estreito, de natureza estritamente defensiva.
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